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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Subcomandante Marcos anuncia o retorno da agenda política zapatista


Sexta, 04 de janeiro de 2013

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 07/01/2013

Fonte: http://plaggiado.blogspot.com.br

O líder exige o reconhecimento constitucional dos direitos indígenas. O Exército Zapatista de Libertação Nacional prepara várias iniciativas de caráter "civil e pacífico".

A reportagem é de Salvador Camarena, publicada no jornal El País, 31-12-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Assim como o Partido Revolucionário Institucional (PRI), que em dezembro de 2012 voltou ao poder presidencial mexicano, o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) escolheu o fim do ano para voltar à briga. E o fez primeiro no último dia 21 de dezembro, com uma mobilização silenciosa de dezenas de milhares de zapatistas em cinco povoados de Chiapas, seu bastião. E agora o faz com três extensos comunicados assinados peloSubcomandante Marcos, em que desqualifica toda a classe política, exige que o novo presidente Enrique Peña Nietocumpra os acordos de San Andrés e anuncia o início de uma série de ações cívicas.

"A nossa mensagem não é de resignação, não é de guerra, de morte e destruição. Nossa mensagem é de luta e resistência", escreve Marcos em uma das cartas do Comitê Clandestino Revolucionário Indígena. Em seguida, referindo-se ao retorno do PRI ao poder, aponta: "Depois do golpe de Estado midiático que exaltou no poder executivo a ignorância mal dissimulada e pior maquiada, fizemo-nos presentes para fazer com que saibam que, se eles nunca foram embora, nós também não".

O insurgente denuncia ainda que sucessivos governos, todos os partidos políticos e os meios de comunicação fracassaram na sua tentativa de desaparecer e menosprezar a causa do movimento zapatista.