Mostrando postagens com marcador política energética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política energética. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Saco de bondades para as empresas elétricas


Heitor Scalambrini Costa,
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

O que o cidadão brasileiro não aceita mais é a benevolência, para se dizer o mínimo, com que as empresas elétricas são tratadas pelo Governo Federal.

Dois pesos e duas medidas. 

Fonte: mestreaquiles.blogspot.com.br
Enquanto a população brasileira sofre - e aí não somente o consumidor sofre e é prejudicado com a queda vertiginosa da qualidade do serviço elétrico oferecido e com as altas tarifas - muito pouco é feito para reverter essa situação. Sistematicamente as empresas elétricas de geração, transmissão e distribuição são “aliviadas” dos compromissos, inclusive contratuais, por quem devia regulá-las e fiscalizar.

Os “apagões” e “apaguinhos” já são constantes na vida das pessoas, que sofrem as consequências de um péssimo serviço prestado. Carente de manutenção, de investimentos de modernização, de qualificação da força de trabalho, de incompetência gerencial e com lucros cada vez maiores (basta acompanhar a evolução dos balanços contábeis anuais), essas empresas ainda pressionam, e conseguem com os gestores de plantão, mais e mais benefícios. O que se resume a um “capitalismo sem risco” para quem está, ou aventurou-se, nesse negócio. E não são poucos os aventureiros de primeira viagem.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Por uma nova política energética", artigo do Prof. Heitor Scalambrini Costa

Em artigo sucinto e objetivo, o Prof. Heitor Scalambrini Costa nos apresenta o conservadorismo da atual política energética levada a cabo pelo Governo Federal e suas consequências. E também apresenta uma síntese das principais alternativas viáveis para o país. Não perca!

Por uma nova política energética
Por Heitor Scalambrini Costa,
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Os especialistas da área energética do governo federal, inclusive a mais “famosa” e que ocupa o principal cargo público da nação, têm demonstrado o quanto suas decisões estão na contramão da história.

Fonte: www.blogdomiltonrego.com.br
O Brasil, elogiado até então por contar na sua matriz elétrica com mais de 80% de sua geração com fontes renováveis de energia, em particular as hidroelétricas, não tem levado em conta a nova realidade do papel mundial das fontes renováveis de energia. Indo mesmo na direção contrária, conforme atestam os dados produzidos pelo próprio governo e de decisões tomadas. Segundo o último inventário de emissões de gases de efeito estufa 2005-2010, lançado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), houve no setor de energia uma alta das emissões no período, de 21,4%.

Com o mesmo discurso do desconhecimento do setor energético, a presidente repetiu a “chantagem” feita pelo seu antecessor. No passado recente foi dito que ou se aceitava a construção de mega-hidrelétricas na Amazônia, ou teríamos que conviver com novas usinas nucleares. Agora o discurso proferido em abril último é de que ou se constrói novas hidrelétricas, ou aumenta-se a participação das termelétricas a combustíveis fósseis na geração energética.