Sexta, 08 de março de 2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 26/03/2013
"Banco Imobiliário da Cidade Olímpica", PPP sem licitação, governantes personalistas, o neoliberalismo mercantil do espaço urbano explicitado no sistema de ensino, etc. Muita tristeza junta em cima de um tabuleiro.
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Fonte: ricardo-gama.blogspot.com.br |
Uma edição especial do tradicional jogo de tabuleiro “Banco Imobiliário”, carregada de elogios a obras e programas do prefeito da cidade, Eduardo Paes (PMDB), está sendo distribuída em escolas públicas municipais do Rio de Janeiro. Por trás da notícia, a estratégia – consciente ou inconsciente – de construção de uma cultura urbana na qual os bens e os espaços públicos e todos os bens pessoais devam ser pensados, antes de tudo, como mercadoria, como fonte de lucro privado. Trata-se, portanto, de uma ação de longo efeito na busca do consentimento social para a política que junta os negócios políticos com os negócios privados pela ampla e profunda mercantilização da cidade.
A esse respeito, segue, abaixo, a opinião dos professores Luiz César de Queiroz Ribeiro e Orlando Santos Júnior, em artigo publicado no sítio Observatório das Metrópoles, 07-03-2013.
Eis o artigo.
A revelação da operação entre a fábrica de brinquedos Estrela e a Prefeitura do Rio de Janeiro pode ser considerada como um escândalo. Ao custo de R$ 1,05 milhões, a prefeitura comprou 20 mil unidades de uma edição especial do tradicional jogo Banco Imobiliário, denominado “Banco Imobiliário: Cidade Olímpica”, tendo, no tabuleiro e nas cartas, monumentos da cidade, e obras e programas desenvolvidos na gestão do prefeito Eduardo Paes. O objetivo é distribuir o jogo nas escolas públicas municipais e dá-lo como prêmio aos melhores alunos. Segundo a Prefeitura, o brinquedo vai divulgar a imagem da cidade e pode ser usado de forma pedagógica, auxiliando “o aluno no aprendizado da história e geografia da cidade”.