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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Moção de Apoio às lutas contra a privatização da Saúde no Uruguai


Moção de Apoio aprovada no VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde.

TODO APOIO À LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO NO URUGUAI


A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde expressa solidariedade internacionalista à luta dos nossos companheiros uruguaios contra a privatização do Hospital de Clínicas de Montevideo através do mecanismo de Parceria Público-Privada (PPP).

Nossa organização, composta por diferentes correntes sindicais, políticas e outros movimentos, vem enfrentando há anos as medidas neoliberais de privatização da Saúde no Brasil e age em defesa do Sistema Único de Saúde. Porém, compreendemos que este não é apenas um problema do Brasil, e sim de toda a classe trabalhadora que enfrenta tais ações privatizantes ao redor do mundo.

Este intercâmbio permite que nossa luta seja conhecida e difundida no Uruguai, e na mesma medida tomamos conhecimento das lutas dos companheiros uruguaios. Saudamos a UTHC - Unión de Trabajadores del Hospital de Clínicas e o Movimiento Todos por el Clínicas na luta que têm realizado na defesa da Saúde Pública!

Conheça mais sobre os movimentos acessando os websites. Basta clicar em cima para abrir:




FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE
Novembro de 2016

Texto original em espanhol:

Desde el Frente Nacional Contra la Privatización de la Salud expressamos nuestra solidariedad internacionalista con la lucha que están dando nuestros Hermanos uruguayos contra la privatización, mediante el mecanismo de PPP, del Hospital de Clínicas de Montevideo, Uruguay.

Nuestra Organización, compuesta por diferentes corrientes sindicales, políticas y otros Movimientos, viene efrentando desde hace años las políticas neoliberales de privatización de la salud en el Brasil, y em defensa del Sistema Único de Salud (SUS), pero entendemos que este no es sólo un problema em Brasil, sino para toda la classe trabajadora que enfrenta estas políticas privatizadoras em el mundo. 

Este intercambio permite que nuestra lucha sea conocida y difundida em Uruguay así como nosostros hemos tomado conocimiento de vuestras luchas. 

Saludamos a la Unión de Trabajadores del Hospital de Clínicas y al Movimiento Todos por el Clínicas em esta lucha que han emprendido em defensa de la Salud Pública.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Greve dos professores no Uruguai: reflexões para o Brasil

18/07/2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 25/07/2013


O Uruguai vive uma iniciativa popular sobre uma reforma constitucional objetivando igualar o salário de um parlamentar ao salário de um docente

Por Elaine C. S dos Santos e Jimena Lemes

As promessas do governo da Frente Ampla (coalizão partidária do atual presidente uruguaio José Mujica) para o aumento do investimento na Educação Pública não se consolidaram. Há uma escassez estrutural para desenvolver o processo de ensino-aprendizagem necessário. A dinâmica estatal tem sido transformar em espaços de contenção os centros de estudos, enfatizando o treinamento e a formação de trabalhadores acríticos em detrimento ao desenvolvimento integral humano.

Fonte: http://www.elpais.com.uy
Frente a uma nova proposta de orçamento anual que será votada em noventa dias, os professores uruguaios iniciaram uma greve no dia 20 de junho reivindicando: salário digno, melhoria estrutural do espaço escolar, número limite de estudantes por turma, número de horas limite de trabalho docente e um salário inicial por meia bolsa familiar no valor de $U 25000 (o salário atual é de $U 14000). Desta forma, o movimento foi crescendo desde a base, uniram-se à luta os professores do interior do país, os funcionários e também setores da Universidade. Em contrapartida, o governo tem se mostrado totalmente insensível às reclamações dos profissionais da educação, que contam também com o apoio da população.

Nesta conjuntura, o Uruguai vive uma iniciativa popular sobre uma reforma constitucional que objetiva igualar o salário de um parlamentar ao salário de um docente. Para alcançar esta reforma na Constituição se faz necessário coletar assinaturas e seguir um processo burocrático que se definirá nos próximos dias em uma reunião com a Corte Eleitoral.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Declaração final do Congresso da Alames - Associação Latino-Americana de Medicina Social



Apelo urgente para a solidariedade com os povos que lutam pelo direito à saúde e uma vida digna *


Nós, participantes do 12º Congresso Latino-Americano de Medicina Social e Saúde Coletiva, 18º Congresso Internacional de Políticas de Saúde e 6º Congresso da Rede Américas de Atores Locais em Saúde, reunidos no Uruguai, de 3 a 8 de novembro de 2012, declaramos:

1. Na Europa está acontecendo uma ofensiva de desmantelamento e privatização dos sistemas de saúde e proteção social, o que resulta em perda de direitos, deterioração dos serviços públicos de saúde e estabelecimento de barreiras econômicas para o acesso aos benefícios de saúde. Essa situação está ligada a uma precarização das condições de trabalho, aumento do desemprego e perda de quase todas as conquistas do estado de bem-estar social do século 20. Isso criou um estado de emergência em que os interesses da dívida primam sobre os direitos das pessoas. A destruição da proteção social na Europa, como uma suposta solução para a crise, é inaceitável, uma vez que foi gerada por injustas medidas financeiras que submeteram os países a um endividamento impagável.

2. Em relação à Turquia, exigimos a imediata libertação dos estudantes injustamente presos por sua participação em protestos contra a privatização dos serviços de saúde.

3. Na Colômbia, nosso compromisso é com a paz e saudamos as negociações recentemente iniciadas, mas denunciamos que a reforma do setor saúde no país continua a ser usada pelos bancos multilaterais como o modelo ideal para alcançar o equivocadamente chamado “seguro universal” e garantir o direito à saúde. Pelo contrário, temos mostra do impacto desse nocivo modelo na dor, sofrimento, morte evitável e iniquidade, decorrentes da extração de lucros pelos comerciantes dos recursos públicos para a saúde. Queremos dizer aos que negociam com a saúde do mundo: Não há lugar para o lucro com a vida e a saúde das pessoas. A saúde é um direito fundamental universal.

domingo, 21 de outubro de 2012

Senado do Uruguai aprova lei que descriminaliza o aborto


Da Redação

O Senado uruguaio aprovou a lei que descriminaliza o aborto para determinadas condições durante as 12 primeiras semanas de gestação. Agora, a regra aguarda a promulgação pelo presidente José Mujica, que já se mostrou favorável à questão.

A votação na Câmara levou 14 horas, devido a intensos debates, e teve votação apertada: 50 deputados a favor e 49 contra. No Senado, porém, o processo aconteceu de forma mais rápida. A descriminalização do aborto foi aprovada por 17 dos legisladores, 16 deles da Frente Ampla. O outro senador favorável à mudança na lei foi Jorge Saravia, ex-integrante da FA e que atualmente milita no opositor Partido Nacional.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Uruguai aprova projeto que descriminaliza o aborto


Quarta, 26 de setembro de 2012


Por 50 votos a favor e 49 contra, a Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou, na noite desta terça-feira, um projeto de lei que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação, 14ª em caso de estupro e prazo indeterminado em caso de risco para a saúde da mãe. O texto aprovado muda a proposta que já havia sido aprovada pelo Senado, em dezembro. Agora, o projeto volta ao Senado, onde não deve ter problemas para sua aprovação final, já que o partido governista da Frente Ampla tem maioria absoluta.

A reportagem é de Marina Guimarães e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 26-09-2012.

Se o projeto for ratificado, o Uruguai será o primeiro país da América do Sul a descriminalizar o aborto. A proposta do partido do governo, foi rejeitada em duas oportunidades. A última delas, a denominada Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva, foi vetada pelo ex-presidente Tabaré Vázquez, em 2008. O então presidente justificou sua decisão a "razões filosóficas e biológicas" e provocou uma crise em seu partido. O presidente José "Pepe" Mujica já anunciou que não vetará o projeto.