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domingo, 28 de julho de 2013

Mídia abafa corrupção no Metrô de São Paulo

17 de julho de 2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 28/07/2013

No domingo passado, a Folha de S. Paulo deu capa para um ruidoso e antigo escândalo de corrupção que a mídia tucana evita investigar mais a fundo. Segundo a reportagem, “Empresa alemã Siemens delata cartel de licitações do metrô de SP [São Paulo]”. O assunto bombástico, porém, não mereceu qualquer repercussão nos outros jornalões e, na sequência, o próprio diário da famiglia Frias abortou a continuidade da denúncia. A tendência, como sempre, é que a mídia tucana – que adora escandalizar a política, principalmente contra o chamado “lulopetismo” – abafe novamente o caso.

Segundo a matéria, assinada por Catia Seabra, Juliana Sofia e Dimmi Amora, “A multinacional alemã Siemens delatou às autoridades antitruste brasileiras a existência de um cartel – do qual fazia parte – em licitações para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal. Gigante da engenharia, a empresa já foi condenada em outros países por conduta contra a livre concorrência. A Folha apurou que o esquema delatado pela companhia envolve subsidiárias de multinacionais como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui.

Através de combinações ilícitas, elas elevavam os preços dos serviços – “entre 10% e 20%, segundo estimativas”. No início deste mês, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) realizou busca e apreensão nas sedes das companhias delatadas. A chamada Operação Linha Cruzada executou mandados judiciais em São Paulo, Diadema, Hortolândia e Brasília. “Segundo as denúncias, o cartel atuou em ao menos seis licitações. Mas ainda não se sabe ao certo o tamanho real, alcance, período em que atuou e o prejuízo causado. Ao entregar o esquema, a Siemens assinou acordo de leniência, que pode garantir à companhia e a seus executivos isenção caso o cartel seja condenado”.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Da EPSJV: "Direito de ir e vir". Reflexões sobre gratuidade, isenções de impostos e modelo do transporte coletivo no Brasil

20/06/2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 1º/07/2013

Direito de ir e vir
Por Viviane Tavares - EPSJV/Fiocruz

Estudantes sofrem com direito que é financiando, mas não posto em prática.

As manifestações em todo país indicam um problema: o transporte público não anda bem. Não são apenas os R$ 0,20 de aumento, dizem os manifestantes: são os transportes como um todo, o projeto de cidade mais democrática, a questão da mobilidade urbana, entre outras bandeiras que entraram no conjunto destas manifestações que já bateram recorde de mobilização. Entre os manifestantes, que antes eram tratados como ‘baderneiros’ e ‘desocupados’ pela imprensa comercial e por setores da sociedade, estão estudantes de Ensino Fundamental, Médio e universitário que brigam pelos seus direitos de ir e vir da escola ou universidade. Direito esse compartilhado pelos idosos e pelos deficientes, garantido pelo Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03 ) e pela Lei do Passe Livre (Lei 8.899/94), respectivamente. Os estudantes ainda não têm essa garantia dada por lei e ficam sujeitos às políticas estaduais ou municipais.


O artigo 11 do Estatuto da Juventude, que tramita na Câmara dos Deputados, dispõe sobre o direito ao transporte escolar que será progressivamente estendido aos jovens estudantes. O artigo 4º da Lei nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) também pontua esta importância. A questão é que uma vez conquistada, o direito nem sempre é garantido. A secretaria da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), por exemplo, precisa tomar medidas quando existe aula após um feriado, em sábado letivo ou em recesso escolar. Nestas ocasiões, ela manda um ofício às empresas de ônibus para avisar para que elas liberem os estudantes nos ônibus. “Por ser uma escola federal, os estudantes têm um calendário diferente, e a gente sempre tem que mandar ofício avisando que haverá aula para que o estudante consiga pegar o ônibus”, informa Luis Maurício Baldacci, da Coordenação Geral do Ensino Técnico de Nível Médio em Saúde (Cogets).

domingo, 16 de junho de 2013

Depoimento sobre os massacres em São Paulo

13 Jun 2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 16/06/2013

Por Riorgior R. Ranger, via Facebook

Fonte: O Estado de São Paulo
Existem mil motivos pra ir pra rua. Mas, se você estiver em dúvida, vá ao menos por um: para ver o que acontece. Porque se eu te contar, você não acredita. 

Você vai achar impossível a polícia ter atirado e lançado bombas gratuitamente em quem estava cantando e sorrindo. 

Você não vai acreditar se eu te disser que a polícia jogou bombas até nas pessoas que tentavam se refugiar no posto de gasolina (cheio de combustível, obviamente). 

Você vai achar que estou exagerando ao dizer que esses porcos fardados jogaram bombas até nas vias que estavam cheias de carros presos no trânsito, com pessoas dentro. 

Fonte: Brasil de Fato
Você vai achar que é piada se eu te disser que a polícia roubou duas de nossas mochilas, sem nenhum motivo. 

Você vai achar que é balela se te disser que novamente esses covardes estavam sem as identificações nos uniformes, porque sabiam que iam abusar da violência e não gostariam de se expor, porque obviamente ficar impune é muito melhor, né? "Servir e proteger". 

Se você realmente não acreditar em nada disso, eu até te entenderei. Porque eu concordo, é surreal demais pra ser verdade. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A luta em Cuiabá (MT) contra o aumento da tarifa de ônibus


06/02/2013 - 9h11

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 11/02/2013


ÔNIBUS CARO: Povo apareceu, Mauro se escondeu 

Manifestação pela revogação do aumento na tarifa agita a Prefeitura e Câmara de Vereadores

Por Fabio Ramirez

Aconteceu mais uma manifestação no centro de Cuiabá pela revogação do aumento na tarifa do transporte público na capital nesta terça-feira, 05 de fevereiro de 2013. Desta vez os manifestantes se dividiram em duas partes. Uma se concentrou em frente à Prefeitura e a outra na Câmara de Vereadores.

Na Câmara de Vereadores os manifestantes tinham agendado duas falas na tribuna, no entanto, somente uma delas ocorreu e a outra intervenção foi impedida pela “Casa do Povo”. João Dourado, presidente da CUT-MT, interviu no plenário explicando que o aumento não se justifica e exclui milhões do direito de ir e vir no transporte público.


Em frente à Prefeitura, diversas lideranças do movimento sindical, popular e estudantil protestavam contra o prefeito Mauro Mendes (PSB). A Prefeitura havia se comprometido de dar uma resposta neste dia 5 sobre a possibilidade da redução na tarifa. Mas ninguém da Prefeitura apareceu para dar satisfação, mostrando o caráter desse novo prefeito, que sempre que solicitado atende aos empresários e, por outro lado, se isola do diálogo com o povo e suas organizações de luta.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tallin é a primeira capital europeia com transportes públicos gratuitos


ARTIGO | 19 JANEIRO, 2013 - 18:30

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 23/01/2013

Tallin é a primeira capital europeia com
transportes públicos gratuitos
A capital da Estônia tem transportes públicos gratuitos desde o dia 1º de janeiro de 2013. Tallin tem cerca de 420 mil habitantes e a gratuitidade é para as pessoas de todas as idades que lá moram e para todas as pessoas com mais de 65 anos, sem precisar ser moradora da cidade. No dia 9 de janeiro, o presidente da Câmara de Tallin anunciou a entrada em funcionamento de ônibus suplementares, face ao aumento do número de passageiros.

Tallin que tem 63 linhas de ônibus, 9 linhas de trólei e 4 linhas de bonde elétrico.

A chamada tarifa zero foi decidida depois da realização de um referendo à população, e teve em conta que as receitas da venda de bilhetes e passes era apenas de cerca de 25% em relação aos gastos de funcionamento dos transportes públicos, visando reduzir a circulação de automóveis na cidade.

O referendo foi realizado em março de 2012 e 75,5% dos votantes respondeu “sim” à pergunta: “Aprova a introdução de um sistema de transporte gratuito a partir de 2013?