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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Nota de Repúdio com relação aos graves acontecimentos do dia 29 de abril de 2015 no Paraná



Uma das fotos mais emblemáticas do fatídico dia 29/04/2015 
em Curitiba: professora coagida frente à desigualdade de 
condições imposta pela repressão policial

Nota de Repúdio com relação aos graves acontecimentos do dia 29 de abril de 2015 no Paraná

Lutar não é crime!

Todo o apoio aos professores e professoras e demais lutadorxs do Paraná!

Repúdio à desigualdade de condições: jogar polícia armada contra o povo desarmado é imensamente imoral e desprezível! 

Investigação e punição imediata dos responsáveis!


A Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde repudia toda a violência praticada contra os professores da rede pública estadual de ensino do estado do Paraná. As consequências dos atos violentos perpetrados pelos policiais podem ser vistas nas faces ensanguentadas dos professores e professoras que saíram às ruas em busca de melhores condições de trabalho e de ensino. 

Em ato consciente e de emancipação humana, estas professoras e estes professores, armados tão somente pelo conhecimento de realidade, reivindicam uma seguridade social universal, com garantia da paridade entre ativos e aposentados, mas, muito além disso, trazem à mostra o valor que a educação tem no nosso país e para os políticos que estão no poder. Reintroduziram o valor da verdadeira democracia, materializado no direito à participação, ao questionamento, à negociação coletiva, que nesta sociedade, apesar de estes princípios serem garantidos constitucionalmente, são cotidianamente desrespeitados pelo Estado e seus aparelhos de coerção. É o desrespeito à democracia.  Este derramamento de sangue provocado pela intensa violência com que a polícia reprime o movimento das professoras e professores é a prova cabal do desrespeito e desconsideração, da educação e seus operários. 

Não à toa, crescem no país os dados de adoecimentos e sofrimento entre os profissionais de ensino, dada as condições que o trabalho é realizado e as relações hierarquicamente estabelecidas, sem mencionar os baixos salários e extensas jornadas de trabalho a que estão submetidos. Assim sendo, a Frente repudia a violência policial perpetrada contra os manifestantes e a incapacidade do governador em tratar a questão.

A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde defende a educação pública e conclama a sociedade neste mês de maio, mês do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, a empreender forças coletivas em prol das políticas públicas de saúde e de educação de qualidade, pública, universal e comprometida socialmente!

FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE
Maio de 2015

segunda-feira, 21 de julho de 2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Os brioches de Maria Antonieta e as lagostas de Roseana

08 de janeiro de 2014
Por Sérgio Domingues

Enquanto um massacre ocorre nos presídios do Maranhão, a governadora do estado Roseana Sarney encomenda 80 kg de lagosta, uma tonelada e meia de camarão e baldes de sorvete. De um lado, o banquete. De outro, uma máquina de castigos e vingança, denunciada como desumana há 250 anos.

Hoje na rádio BandNews FM, em seu quadro "Buemba!",
José Simão disse que Roseana mudará o nome do estado de
Maranhão para Lagostão. Só o humor salva nessa hora, porque
o contexto é de deprimir...

Foi em 1764 que o filósofo italiano Cesare Beccaria publicou o livro “Dos delitos e das Penas”. Entre outros princípios, a obra defendia o fim da pena de morte e das penas cruéis, presunção de inocência, individualização, proporcionalidade da pena e recuperação do condenado.

Dois séculos e meio depois, os princípios defendidos por Beccaria ainda não são respeitados no Brasil. E não apenas no Maranhão. As penas para quem rouba, mata ou estupra são diferentes, claro. Mas não é assim que a realidade funciona.

domingo, 24 de novembro de 2013

"A grande imprensa celebra a chibata", por Sérgio Domingues

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Por Sérgio Domingues

Em 20/11, O delegado de polícia Orlando Zaccone publicou no Facebook duas imagens. A primeira é uma foto da grande imprensa mostrando policiais reprimindo com cassetetes supostos ladrões em uma praia do Rio de Janeiro. A outra, uma gravura de Jean-Baptiste Debret, em que um escravo é castigado com chibatadas.


Em ambas, tanto quem bate, como quem apanha, tem a pele escura. Daí o comentário de Zaccone sobre o Dia da Consciência Negra: “Museu de grandes novidades!”. O fato de que negros ainda reprimam negros mostra que algumas coisas mudaram para tudo ficar do mesmo jeito.

Mas a referência a Debret chama a atenção para outra questão. O pintor integrava a Missão Artística Francesa que chegou ao Rio de Janeiro em 1816. Ele e outros artistas estrangeiros eram os únicos a retratar situações cotidianas. Seus colegas brasileiros só pintavam belas cenas e belos cenários.

Um exemplo famoso é o quadro “A Primeira Missa no Brasil”, de Victor Meirelles. Nele, os índios assistem à cerimônia encantados. Como se a religião do europeu finalmente lhes revelasse a verdade sagrada. Nenhuma referência à conversão forçada de que foram vítimas.

domingo, 17 de novembro de 2013

Polícia brasileira mata cinco por dia e é uma das mais letais do mundo

Quarta, 06 de novembro de 2013 

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (clique aqui para ver) mostram que, somente no ano passado, quase 2 mil pessoas foram mortas em confrontos com policiais. 

Fonte: adamington.blogspot.com
A reportagem é de Wanderley Preite Sobrinho e publicada pelo Portal IG, 05-11-2013. 

A polícia brasileira é uma das mais violentas do mundo, revela o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira em São Paulo. De acordo com o estudo, pelo menos cinco pessoas são vítimas da intervenção policial no Brasil todos os dias, manchando a imagem das corporações. 

Em 2012, 1.890 pessoas foram mortas em confronto com policiais em serviço, seguido pelo México, com 1.652 assassinatos. África do Sul (706), Venezuela (704) Estados Unidos (410) e República Dominicana (268) aparecem em seguida, na comparação entre países do continente americano.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs): os "Smurfs" mostram as garras

terça-feira, 17 de setembro de 2013

UPPs: os “smurfs” mostram as garras
Por Sergio Domingues

“Caso Amarildo: Dois meses depois, 'ninguém sabe, ninguém viu', diz esposa”. Este é o título de reportagem de Júlia Dias Carneiro publicada pela BBC Brasil em 15/09/2013 (veja clicando aqui). Desde 14 de julho deste ano, Elizabete Gomes da Silva e os seis filhos nada sabem do pedreiro que desapareceu na Rocinha.

Fonte: pstuoestedoparana.blogspot.com

Milhares de protestos no Brasil e no mundo cobraram "Onde está o Amarildo?". Grandes jornais estrangeiros divulgaram o caso, como o New York Times e Le Figaro. Mas nem a polícia espera encontrar o pedreiro com vida. Trabalha com duas possibilidades: crime cometido por traficantes ou por policiais militares. Deveria pensar também em crime cometido por policiais em conjunto com traficantes.

À BBC, Elizabete diz que “vem sendo intimidada por policiais e já foi chamada de ‘safada’ e ‘abusada’ ao passar por eles nas vielas da favela”. Seu crime?

Os policiais não gostaram da atitude que a gente tomou. Porque quantos Amarildos já morreram? Quantas pessoas não morreram dentro do morro, e a família não falou nada por medo? A gente botou a boca no trombone, protestou, fechou saída de túnel, entrou ao vivo na TV. Estamos gritando e pedindo justiça.

domingo, 8 de setembro de 2013

Dez mil mortes em dez anos

05/08/2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 08/09/2013

Dados coletados pelo sociólogo Michel Misse, em parceria com a OAB/RJ, mostram um número absurdo de mortes decorrentes de autos de resistência e de desaparecimentos no Rio de Janeiro entre 2001 e 2011. 

Por Artur Voltolini, do Observatório de Favelas


A OAB/RJ lançou no dia 27 de agosto a campanha “Desaparecidos da Democracia”, em que divulga o resultado da pesquisa comandada pelo sociólogo Michel Misse, da UFRJ, cujos resultados mostram que mais de dez mil pessoas foram mortas sob suspeita de confronto com a polícia fluminense entre os anos de 2001 e 2011. O objetivo da campanha é pressionar o Estado a divulgar os dados sobre essas mortes para que seja formado um banco de dados com todas as informações, desde o nome dos policiais envolvidos até depoimentos de parentes das vítimas. Esses dados serão analisados por uma equipe multidisciplinar para posteriormente criar propostas para definir os protocolos de ação policial, melhorar o sistema de Justiça Criminal e, com isso, fortalecer a democracia.

Segundo Michel Misse, a polícia fluminense mata mais do que a de muitos países. Nos Estados Unidos, onde a polícia é conhecida pela truculência, são mortos em confronto uma média anual de 300 pessoas para uma população de aproximadamente 314 milhões (uma morte para cada 1.050.000 pessoas). Já no Rio de Janeiro são mil mortes para 16 milhões de habitantes (uma morte para cada 16.000 pessoas). Misse afirma que isso não ocorre nem mesmo em outros países latino-americanos com processo histórico violento de guerras civis e tráfico de drogas, como Colômbia e México. Para o sociólogo, a falta de indignação da sociedade frente a esse quadro causa tanta preocupação quanto os próprios dados.

O Superintendente Estadual de Igualdade Racial, Marcelo Dias, disse que o resultado da pesquisa aponta para o racismo existente no Brasil, já que a maior parte dos mortos em suspeita de confronto com a polícia e os desaparecidos é composta de negros, jovens e pobres. “Hoje como a PM faz o que fez [contra os manifestantes] no Centro e na Zona Sul a sociedade se indigna, mas quando a OAB vai para a Maré participar do protesto contra os 10 mortos durante uma operação policial ela é criticada. Essa é uma sociedade racista”, defende.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dia dos Pais sem Amarildo!

Neste Dia dos Pais, os seis filhos de Amarildo de Souza acordaram sem saber onde estava o pai deles. O ajudante de pedreiro, conhecido como “Boi”, desapareceu em 14 de julho, depois de ser levado a uma unidade da UPP, na favela da Rocinha, no Rio. “Onde está Amarildo?” é talvez a pergunta mais importante no Brasil, hoje. Pela vida de Amarildo, o indivíduo, único e insubstituível; pelo que sua possível morte significa ao revelar a violência recorrente do país; pelos milhares que desaparecem e são mortos por serem pobres e frágeis; porque é a primeira vez que um número tão expressivo de brasileiros protesta pelo sumiço de um homem que até então era anônimo, sinalizando que a sociedade brasileira pode estar mudando para melhor. É importante repetir e persistir: onde está Amarildo?
Eliane Brum em sua coluna do Época

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Da FASUBRA: Moção de Repúdio contra a truculência policial nas manifestações no Rio de Janeiro


MOÇÃO DE REPÚDIO

A FASUBRA Sindical vem a público denunciar a forma truculenta e criminosa com que a Polícia Militar do Governo Sérgio Cabral vem reprimindo os participantes das legítimas manifestações que ocorrem no Rio de Janeiro, causando fatos lamentáveis como o ocorrido com o técnico-administrativo em educação Rafael Caruso, da UNIRIO, atingido por um tiro de armamento letal na panturrilha esquerda, durante a manifestação de ontem (21/07/2013).

O uso de armas letais contra população civil não se justifica sob nenhuma hipótese. Desta maneira, a FASUBRA repudia as agressões praticadas pela Polícia Militar contra os cidadãos que exercem seu legítimo direito de livre expressão, reitera seu apoio às manifestações, ao mesmo tempo em que exige a punição dos culpados.

Direção Nacional da FASUBRA, 
em reunião ordinária nos dias 22 e 23 de julho de 2013

*Retirado da FASUBRA

terça-feira, 23 de julho de 2013

Carta de Solidariedade ao companheiro Rafael Caruso, trabalhador do Hospital Gaffrée e Guinle (RJ)


Rio de janeiro, 23 de julho de 2013.

Caros professores, técnicos administrativos e estudantes da Unirio,

Fonte: hhenkels.blogspot.com
A diretoria da ADUNIRIO se solidariza com o nosso companheiro, servidor do nosso hospital, Rafael Caruso, que ontem foi baleado, vítima da violência policial na manifestação legítima da população carioca nas imediações do Largo do Machado. Ele foi atendido no Souza Aguiar e, em seguida, depôs sobre a forma absurda da agressividade com a qual a polícia vem tratando os cidadãos e trabalhadores.

Para garantir a "segurança" do chefe da Igreja Católica, a PM do Rio usa balas de chumbo contra os manifestantes do Rio, fato já confirmado inclusive pela OAB. Além disso, jornalistas da mídia independente foram presos por estarem transmitindo o protesto ao vivo! O exemplo claro dessa violência absurda foi a bala de fuzil que atingiu o servidor público do Gaffre e Guinle. A “polícia do Sr. Cabral” esperou a saída do Papa para começar a atirar com armas letais contra os manifestantes.

domingo, 16 de junho de 2013

Depoimento sobre os massacres em São Paulo

13 Jun 2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 16/06/2013

Por Riorgior R. Ranger, via Facebook

Fonte: O Estado de São Paulo
Existem mil motivos pra ir pra rua. Mas, se você estiver em dúvida, vá ao menos por um: para ver o que acontece. Porque se eu te contar, você não acredita. 

Você vai achar impossível a polícia ter atirado e lançado bombas gratuitamente em quem estava cantando e sorrindo. 

Você não vai acreditar se eu te disser que a polícia jogou bombas até nas pessoas que tentavam se refugiar no posto de gasolina (cheio de combustível, obviamente). 

Você vai achar que estou exagerando ao dizer que esses porcos fardados jogaram bombas até nas vias que estavam cheias de carros presos no trânsito, com pessoas dentro. 

Fonte: Brasil de Fato
Você vai achar que é piada se eu te disser que a polícia roubou duas de nossas mochilas, sem nenhum motivo. 

Você vai achar que é balela se te disser que novamente esses covardes estavam sem as identificações nos uniformes, porque sabiam que iam abusar da violência e não gostariam de se expor, porque obviamente ficar impune é muito melhor, né? "Servir e proteger". 

Se você realmente não acreditar em nada disso, eu até te entenderei. Porque eu concordo, é surreal demais pra ser verdade. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Tropa de Choque invade o campus da UERJ


23.08.2012 às 18h42 > Atualizado em 23.08.2012 às 21h39


Protesto na Uerj termina em confusão com Batalhão de Choque da PM


Rio - Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChq) entraram em confronto com estudantes e professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) nesta quinta-feira (23/08/2012). De acordo com o movimento grevista, os policiais usaram gás de pimenta contra cerca de 100 jovens, para retirá-los do espaço do bandejão da Uerj.

Estudantes bloquearam três faixas da Avenida Radial Oeste em protesto | Foto: Divulgação

Após realizar uma manifestação na Avenida Radial Oeste, os alunos decidiram ocupar o espaço como forma de protesto pela falta de negociação do governo estadual com o Comando Unificado de Greve, que envolve professores, técnicos e estudantes.

"Esta violência é absurda", criticou o presidente da Associação de Docentes da Uerj, Guilherme Motta. Ainda segundo os manifestantes, desde as 14 horas, todo o prédio da Uerj está sem luz.

Os docentes da universidade, que decidiram pela continuidade da greve nesta quarta, reclamam que o governo estadual está sendo intransigente. Os professores reivindicam reajuste imediato de 22% para repor perdas do período de 2006 até hoje e revisão do plano de carreira. A greve da Uerj teve início no dia 11 de junho.

Assista a este vídeo que mostra parte do que ocorreu:




*Matéria retirada do O Dia
**Vídeo retirado do YouTube