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domingo, 15 de abril de 2018

Fórum SP realiza ato público e panfletagem em alusão ao Dia Mundial da Saúde




Na última sexta-feira, 13 de Abril, o Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo realizou um ato público com panfletagem em frente ao Terminal da Lapa, em defesa da Saúde Pública gratuita e de qualidade e contra o desmonte do Sistema Único de Saúde - SUS.

Conheça o panfleto. Basta clicar em cima das imagens para ampliar e visualizar melhor.


Confira a seguir o texto mobilizador do Fórum.

Não estávamos enganados! 

Toda a propaganda realizada no início do governo [do prefeito da cidade de São Paulo] João Doria pelas melhorias da Saúde Pública não se concretizaram. Pelo contrário: o que vemos são unidades sendo fechadas, servidores desvalorizados e com salários cortados e redução de equipes multiprofissionais! Temos a prova prática e penosa de que o problema do SUS não é de gestão, de que a iniciativa privada não é mais eficiente do que a estatal, e que os serviços públicos não são ruins por “natureza”.

Há anos vemos os serviços públicos sendo sucateados e vendidos à iniciativa privada. A gestão anterior de Fernando Haddad, e do secretário de Saúde Alexandre Padilha, deram o passo fundamental na partilha dos serviços municipais às Organizações Sociais - OSs (empresas privadas). Dória e o secretário de saúde Wilson Polara, tem tentado por todas as vias fechar os serviços, dizimou a frota do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), tentou fechar farmácias, tentou e ainda tenta fechar AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde). 

O aumento do repasse para as OSs em 22%, obteve um "estrondoso" aumento de 3% do número de consultas... Quanta eficiência, não é mesmo?! A gestão fez parcerias com hospitais privados, falando que acabaria com a fila de exames. Porém, metade dos pedidos foram automaticamente excluídos da fila e mandados de voltas às UBSs já lotadas. De todos os exames realizados durante o mutirão de exames, apenas 20% foram feitos nos hospitais privados, mas recebendo metade de toda verba destinada ao programa.

A máscara de “João Trabalhador” cai, e o Dória-patrão se apresenta com cada vez mais imponência. E os trabalhadores, sejam municipais, terceirizados e PJs sofrem cada vez mais, e com eles toda a população que depende do SUS. Trabalhadores com cada vez mais cobrança, menos estrutura e mais isolados. A precarização do trabalho adoece o profissional de Saúde, aquele que deveria cuidar é sugado.

Se antes víamos a privatização da Saúde, hoje vemos o desmonte!

Se em algum momento fomos contra a abertura de AMAs, (que não davam garantia da continuidade do cuidado, da promoção, prevenção e reabilitação) é por que elas eram a materialização da precarização do atendimento à Saúde; porém, no contexto atual de retirada de direitos que passamos, o acesso se torna cada vez mais difícil, nos restando defender a manutenção das AMAs. 

Há anos os direitos e vínculos trabalhistas vêm sofrendo, hoje os servidores municipais são cada vez mais escassos, e ao se aposentarem os cargos não são repostos. No último mês, vivemos uma nova tentativa de cortar o salário dos servidores, com aumento da taxa previdenciária e repasse para a iniciativa privada (bancos burgueses), perdendo a integralidade da aposentadoria.

O que podemos esperar é um acirramento dos ataques aos direitos dos trabalhadores e intensificação do subfinanciamento das políticas públicas. O ajuste fiscal do governo tem como um dos pilares centrais o congelamento dos gastos públicos nas áreas sociais para os próximos 20 anos (a PEC 241, que foi aprovada como Emenda Constitucional 95/2016), que, aliada a Desvinculação de Receitas da União (DRU), leva a um aprofundamento da transferência de recursos das áreas sociais para o pagamento de banqueiros e acionistas através da dívida pública. A Saúde Pública, que já sofre cronicamente pelo subfinanciamento, sofrerá o mais duro golpe com a proposta, que se refletirá no âmbito da qualidade da assistência bem como na insuficiência de profissionais de Saúde e congelamento de seus salários. 

Tudo isso contribui para uma assistência a Saúde de baixa qualidade e insuficiente, na medida em que se torna incapaz de garantir um acesso integral aos serviços de Saúde; leva a uma deterioração das condições de trabalho e remuneração dos profissionais; enfim, aprofunda o processo de desmonte do SUS.

Ressalta-se também, os planos, seguros e “clínicas populares” privadas de saúde: a população sem opções de atendimento para as especialidades, se vê obrigada a pagar por consultas pontuais em clínicas “populares”, que transformam a saúde ainda mais em mercadoria. 

A luta dos servidores municipais está mostrando a força que os trabalhadores junto dos movimentos populares possuem, quando se unem e combatem de frente os interesses das elites. A firme e decidida oposição dos trabalhadores e dos setores populares é a única força capaz de desmascarar os ataques, e se dá nas lutas sociais e de resistência que o movimento for capaz de empreender.

Uma saúde integral de qualidade está muito além dos modelos de serviço que temos hoje disponíveis. É preciso defender abertura de Serviços de especialidades e contratação de profissionais para compor equipes. É preciso um Sistema de Saúde totalmente público, que não vise o lucro. É preciso ter a população e os trabalhadores à frente do SUS. É preciso planos de carreira estáveis, com contratação pelo Regime Jurídico Único. É preciso investimento suficiente, sem teto e restrições.

Concurso Público JÁ!
Por uma Saúde Pública, 100% Estatal e de Qualidade!

FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Fórum Campinas participa de mobilização popular alusiva ao Dia Mundial da Saúde em ocupação urbana



O Fórum Popular de Saúde Campinas, que integra o Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo, participou no último domingo, 08/04, das atividades realizadas na Ocupação Urbana Nelson Mandela, em razão ao Dia Mundial da Saúde, comemorado no dia 07. Estavam presentes, além dos membros da ocupação e do Fórum, outros coletivos, como o Instituto Voz Ativa e estudantes da Unicamp.

As pessoas que estão na Ocupação enfrentam dificuldades em conseguir acesso ao cuidado de saúde no Centro de Saúde do bairro. Verifica-se um descaso com a política pública de Saúde por parte da Prefeitura de Campinas. Os serviços estão cada vez mais lotados, com falta de medicamentos e exames, e os profissionais estão sobrecarregados  devido as equipes reduzidas. Aproveitou-se o momento para discutir sobre o cuidado em Saúde, sendo um direito de todo cidadão brasileiro ter acesso gratuito a atendimento quando necessário. 


Pela manhã, o evento contou também com um levantamento das necessidades de saúde da população da ocupação, realizado pela comunidade em parceria com alunos da medicina da UNICAMP, somando-se aos instrumentos para se conseguir cobrar da Prefeitura os encaminhamentos necessários e real cuidado da população. À tarde, foram realizados rodas de debate sobre violência contra a mulher, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), sexualidade, fitoterápicos e uso de álcool e outras drogas. 

Como a temática do cuidado à saúde não deve focar somente nas doenças, a comunidade organizou um espaço para entretenimento de crianças e jovens, almoço comunitário, serviço gratuito de corte de cabelo, além de um samba para festejar a vida e dar mais energia para a luta!

Por um SUS universal, de caráter público, 100% estatal e de qualidade!

*A partir de informações do Fórum Popular de Saúde Campinas

sábado, 16 de novembro de 2013

Divulgando: 23 e 24/11/2013, Sumaré/SP - I Seminário do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo



Vem aí o primeiro Seminário Estadual do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo! Vai ser nos dias 23 e 24/novembro/2013, na Fábrica Ocupada Flaskô, em Sumaré – SP (região de Campinas).



Já estão abertas as inscrições, que são gratuitas, através de formulário eletrônico (clique aqui). Pedimos que todos e todas preencham o formulário, mesmo que já tenham confirmado presença no evento do Facebook.

Atenção: há previsão de alimentação no local (a baixo custo) e alojamento/hospedagem solidária. Dentro de poucos dias divulgaremos mais informações a esse respeito, inclusive quanto ao número de vagas – mas pedimos que esse interesse seja informado no formulário de inscrição.

Sobre o Seminário 

Após o testemunho das mobilizações de junho, vê-se que é mais do que necessário fortalecer as lutas da Saúde e articular ações conjuntas dos movimentos sociais, a fim de avançar na organização dos trabalhadores e nas conquistas populares.

sábado, 10 de agosto de 2013

Veja como foi: 08/08/2013 - “Ato Radical: Primeira Grande Via Sacra de Lutas pela Saúde” (SP)

Publicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 10/08/2013

Confiram o informe do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo:

Ato Radical: Primeira Grande Via Sacra de lutas pela Saúde

Foto: Cris Fraga/Fox Press Photo

Iniciamos no estado de São Paulo um processo de luta intensa pela defesa das nossas bandeiras da Saúde e com o objetivo de fazer as pessoas "perderem a paciência" com a Saúde do país e saírem às ruas.

Foto: J. Duran Machfee/Futura Press
Inspirados na forma de manifestação horizontais do Movimento Passe Livre, sem carro de som e sem discursos, no fim da tarde e com certo radicalismo realizamos a manifestação no dia 08 de agosto de 2013, que chamamos “Ato radical Primeira Grande Via Sacra de lutas pela Saúde”. Este nome se deve em alusão que a população faz uma verdadeira via sacra para conseguir atendimento neste país, e queremos dialogar com a subjetividade das pessoas, de forma a trazê-las para as ruas. Além da cidade de São Paulo, ocorreram também atos simultâneos em Campinas, Sorocaba e Itapetininga. 

Foto: Eduardo Enomoto/R7
Nossa Via Sacra vai atingir, ou seja, "visitar", governo federal, estadual e municipal. Um dos pontos mais radicais foi a ocupação simbólica do Hospital Sírio Libanês, símbolo da saúde como comércio e onde o senado brasileiro gasta milhões com a internação de políticos como Genoino e Sarney, que estão lá!

Nossa luta continua com ainda mais gente na próxima terça-feira, 13 de agosto, as 17h00 em frente o prédio da Prefeitura de São Paulo. Muito importante que as entidades nacionais nos ajudem a convocar, que os fóruns estaduais nos ajudem a divulgar as ações e seria muito interessante para conjuntura que outros estados realizasse atos simultâneos com São Paulo em defesa da saúde pública, estatal e de qualidade! Algum estado consegue se articular rapidamente para organizar uma luta no dia 13 de agosto?

Força para todos! A luta pela vida e para transformar a realidade é nas ruas!!!

FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO

terça-feira, 9 de julho de 2013

Divulgando: Plenária do Núcleo Sorocaba do Fórum Popular de Saúde de São Paulo - 10/07/2013


Nesta quarta-feira, 10 de julho de 2013, o Fórum Popular de Saúde de Sorocaba realizará uma Plenária para debater os problemas enfrentados por usuários e trabalhadores da Saúde de Sorocaba, e assim construir uma pauta municipal de reivindicações práticas.

Segue as informações:

Plenária do Fórum Popular de Saúde de Sorocaba
Quarta-feira, dia 10/07/2013 às 19h30
Local: Rua Cesário Mota, n. 339 - Centro - Sorocaba/SP

Clique com o botão esquerdo do mouse em cima da imagem para ampliar!















sábado, 30 de março de 2013

Divulgando: Não perca! Ato do Dia Mundial da Saúde em São Paulo - 10/04/2013


13 March 2013 23:33


Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 30/03/2013



CARTA ABERTA À SOCIEDADE CIVIL

O Dia Mundial da Saúde, comemorado em 07 de abril, é um marco importante: um momento em que vários movimentos e entidades sociais saem às ruas para lutar por uma Saúde Pública, Universal e de Qualidade para todos os brasileiros. Desde a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), em 1988, até hoje, ainda lutamos pela total implantação desse Sistema, que colocou a Saúde como um direito de todos e dever do Estado, privilegiou as ações de prevenção e promoção da saúde e a efetiva participação da população.

Os cuidados com a saúde pública, no entanto, não tem avançado e o povo de São Paulo sabe muito bem a peregrinação a que é submetido para ter um atendimento de saúde adequado. As deficiências no acesso a qualquer profissional de saúde, a demora na realização de exames, a ausência de especialidades médicas, a longa espera para a realização de cirurgias e a falta de medicamentos continuam presentes no cotidiano do paulistano. São muitos os hospitais fechados ou abandonados pela administração pública municipal anterior que poderiam ser recuperados para as necessidades de saúde de seus usuários.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Após pressão, Dr. Alckmin recua do fechamento de serviço de saúde mental


Tuesday, 11 December 2012 23:37

Estava anunciado o fechamento do CRIA (Centro de Referencia a Infância e Adolescência), mas após pressão, Dr. Alckmin, através de sua Secretaria de Saúde, recua do fechamento de serviço de saúde mental que atende pacientes de alta complexidade.

A explicação do Governo Estadual de improdutividade e de falta de metas no número de atendimentos era a razão alegada ao fechamento, inclusive com data para acontecer. Funcionários foram obrigados a assinar a demissão, crianças como pacientes sofrendo as consequências do stress e familiares estavam desnorteados preocupadíssimas com o encerramento do tratamento de seus filhos e sem informação sobre a sequência.

O CRIA é privatizado pela SPDM. O Fórum Popular de Saúde de São Paulo é contra qualquer forma de privatização, defende o SUS como o único sistema de saúde pública e estatal. O sintoma político que prioriza metas, lucros, que trata pacientes como números, que não tem compromisso com a continuidade dos tratamentos que inicia. São esses os sintomas que geraram este problema do CRIA e apontam a importância de um sistema público pensado e fundamentado fora das leis do mercado e da margem de lucro, até porque paciente complexo dá prejuízo! Assim é impossível ficar em silêncio diante deste absurdo de demitir trabalhadores com argumentos arbitrários, e ainda fechar um serviço clínico ligado a pesquisa, tão essencial para análises consistentes de políticas públicas e no avanço da assistência dada à população de São Paulo, tão carente de vagas na saúde mental.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Após pressão popular, funcionamento do Cria da Vila Mariana deve ser mantido


Publicado em 12 de dezembro de 2012 às 11:54 am

Assessora técnica da Secretaria da Saúde garante que contrato com Organização Social - OS será renovado e que não haverá demissões

Por Igor Carvalho

Na reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), realizada na última terça-feira (11/12/2012), a assessora técnica do gabinete da secretaria da Saúde, Rosângela Elias, garantiu que o contrato do Centro de Referência da Infância e Adolescência (Cria) será renovado. Ela ainda disse que as demissões, já pedidas pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), gestora da unidade, serão revistas.

O fechamento da unidade foi noticiado com exclusividade, na semana passada, pelo SPressoSP, no mesmo dia o assunto foi levado à Comissão de Saúde da Alesp, pelo Fórum Popular de Saúde de São Paulo. O fato deixou deputados preocupados, e uma nova reunião foi marcada para a última terça-feira (11/12/2012), onde se decidiu pela revogação da decisão.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Fórum Popular de Saúde de Campinas manifesta seu apoio ao boicote ao exame do CREMESP



MOÇÃO DE APOIO À DECISÃO DOS ESTUDANTES DE MEDICINA DA UNICAMP PELO BOICOTE À PROVA DO CREMESP


O FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DE CAMPINAS vem por meio desta apoiar a decisão dos estudantes de medicina da UNICAMP que decidiram em assembleia geral pelo Boicote ao Exame do CREMESP.

Entendemos que os problemas da educação médica transcendem as análises realizadas pelos defensores de tal exame e que a instituição dessa prova não resolverá os problemas das escolas médicas e muito menos os problemas de nosso sistema de saúde; pelo contrário, acreditamos que a instituição de tal exame agravará os problemas já existentes, pela total desresponsabilização que promove à escola pela qualidade da educação médica, centrando as falhas do processo no estudante.

domingo, 16 de setembro de 2012

Ocupação e protesto por saúde denunciam privatismo e promessas não cumpridas


QUI, 13 DE SETEMBRO DE 2012

Por Gabriel Brito, da Redação  


Cansados de esperar respostas concretas às promessas não cumpridas pelo governo, os integrantes do Fórum Popular de Saúde de São Paulo organizaram uma ocupação de um prédio abandonado na zona sul de São Paulo, no populoso bairro da Capela do Socorro. Iniciada na noite de sexta-feira, 07/09/2012, e encerrada no domingo à noite, a incursão visava chamar a atenção da população para o descaso com que esse tema tão caro às campanhas eleitorais é tratado.

“Ocupamos um local onde deveria estar funcionando um serviço de saúde, porque a indignação já superou todos os limites. Cadê o dinheiro, para onde foi o que se pretendia investir? Quando os serviços serão realmente públicos?”, questiona Paulo Spina, membro do Fórum e funcionário de um Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental, em entrevista ao Correio da Cidadania.


Ele se refere à promessa de campanha de 2008 feita por Gilberto Kassab, que garantia a construção dos três primeiros hospitais por meio de Parceria Público-Privada (PPP) na cidade. O lugar ocupado era um dos três, enquanto os outros seriam na Penha e na Brasilândia. Além disso, também foram prometidos 50 novos serviços de odontologia, outro plano que não saiu do papel na gestão que se encerra em dezembro.

domingo, 9 de setembro de 2012

Centenas de pessoas ocupam hospital abandonado na zona sul


Publicado em 08/09/2012 às 07h24

Grupo alega que Kassab não cumpriu promessa de reformar o espaço

Do R7, com Agência Record


Grupo pede explicação do prefeito Kassab, que prometeu duas unidades
hospitalares e 50 serviços odontológicos (Foto: Gabriela Biló/Futura Press/AE)

Um grupo de cerca de 250 moradores de São Paulo e ativistas do Fórum Popular de Saúde de São Paulo ocupou um prédio abandonado na Rua Frederico René de Jaegher, em Capela do Socorro, zona sul de São Paulo. 

O prédio deveria ter sido reformado para a instalação de um hospital. De acordo com os ativistas, o prefeito Gilberto Kassab prometeu, em 2008, dar andamento nas obras. O grupo composto por estudantes, profissionais da saúde e pessoas ligadas a movimentos sociais entraram no prédio por volta da meia-noite deste sábado (8). 

sábado, 8 de setembro de 2012

Ocupação contra o apagão da saúde em São Paulo


Nesse feriado prolongado (07 a 09/09/2012) o Fórum Popular de Saúde de São Paulo protagoniza mais uma luta pelo direito a saúde! Diversas manifestações em diferentes regiões da cidade e uma ocupação que teve início nessa madrugada, de sexta para sábado. Centenas de lutadores estão ocupando um prédio abandonado onde deveria funcionar um hospital, localizado na zona sul de São Paulo. Segue abaixo material do Fórum e a reportagem da Carta Capital.

Ocupação contra o apagão! Ocupação contra a privatização!


(clique na imagem para ampliar)



Manifestantes ocupam prédio de hospital abandonado


Por Gabriel Bonis em Carta Capital

Em meio ao feriado prolongado, os problemas na saúde da cidade de São Paulo viraram alvo de manifestantes. Ocorrem simultaneamente neste sábado, 08/09, três protestos reivindicando melhorias no setor, organizados pelo Fórum Popular de Saúde de São Paulo – movimento estadual composto por trabalhadores da saúde, usuários e conselheiros do Sistema Único de Saúde, além de estudantes. As ações acontecem nas zonas norte, sul e leste, onde haveria promessas da prefeitura para a construção de hospitais.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Vitória contra a privatização em Campinas: sem OS e sem FEDP

Conselho aponta Autarquia como modelo de gestão pública para o Hospital Ouro Verde

De Marco Aurélio Capitão em CMS - Campinas


O Conselho Municipal de Saúde de Campinas (CMS) decidiu na noite desta quarta-feira, 13 de junho, no Salão Vermelho da Prefeitura, que o modelo de gestão do Complexo Hospitalar Ouro Verde será uma autarquia, nos moldes do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Após uma série de debates, restou aos conselheiros escolher entre a autarquia e a Fundação Pública de Direito Privado. A autarquia venceu por 18 votos a 17.

O Complexo Hospitalar Ouro Verde, inaugurado em junho de 2008, é administrado hoje por um sistema de cogestão entre a Prefeitura de Campinas e a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), uma Organização Social (instituição privada). Esse convênio termina sua vigência em março de 2013, quando deve ser concluído um processo de transição para a gestão pública municipal, usando o modelo da autarquia.

A proposta da municipalização do Hospital foi aprovada na plenária do dia 12 de maio de 2010, por 21 votos favoráveis e oito contrários. Na ocasião foi deliberado que o Complexo Hospitalar Ouro Verde (CHOV) passasse a contar com uma gestão 100% pública. Foi formada uma Comissão de Municipalização e, desde então, muitos modelos foram propostos até que o CMS decidiu nesta quarta pela Autarquia.

De acordo com relatório elaborado pela Comissão de Municipalização do Hospital Ouro Verde, agora será necessário que uma equipe técnica de trabalho, com o acompanhamento do CMS, seja criada para que o processo de transição de um modelo privado de gestão para um modelo público não cause desassistência para a população. Para que seja criada a autarquia, é necessária a elaboração de um Projeto de Lei por parte da Prefeitura Municipal de Campinas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

NASF: apoio para quem, cara pálida?


Por Paulo Spina


Escrevo para denunciar um questão grave e iniciar aqui desdobramentos para a luta em saúde.

A portaria nº 154 do Ministério da Saúde, publicada em 24 de janeiro de 2008, criou o NASF enquanto política de amplitude nacional. A partir dela foram formadas equipes que congregam diferentes profissionais de saúde, na perspectiva de integrar e ampliar o trabalho na Atenção Básica, desenvolvidos centralmente pela Estratégia de Saúde da Família (ESF).

A ESF deve prestar assistência integral, contínua, com resolubilidade e boa qualidade às necessidades de saúde da população. Entretanto, a política de saúde no Brasil, e em especial em São Paulo, possui características de submissão que geram privatização e focalização. São expressões dessa submissão ao capital, as diretrizes de implementação e metas que sempre ignoram as diferentes classes sociais, e a dependência financeira dos organismos multilaterais. Em São Paulo, observamos que a forma privativista de gerir a saúde tem deixado sequelas de um governo para outro, rombos financeiros e ineficiencia.

Como não poderia deixar de ser, a implantação dos NASF em São Paulo começa dentro de toda essa contradição, iniciando-se em julho de 2008, com 86 equipes propostas e com um plano de meta de ampliação bastante tímido, contratar apenas 39 novos NASF durante toda a gestão Kassab. O que ele ainda não cumpriu!

Seguindo a mesma precariedade da Estratégia Saúde da Família, o processo de contratação dos profissionais NASF também foi desenvolvido através de Parcerias e Organizações Sociais (OS), por meio de contratos de gestão indireta firmados junto à Secretaria Municipal de Saúde.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Servidores e usuários do SUS realizam atos contra a privatização da saúde


Usuários e trabalhadores do SUS vão aproveitar a passagem do Dia Mundial de Saúde, comemorada oficialmente no último sábado (7), para realizar no decorrer desta semana uma série de atividades em defesa de um Sistema Único de Saúde estatal, com assistência universal, gratuita, de qualidade e integral. As atividades, que estão sendo organizadas pela Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, da qual o ANDES-SN faz parte, têm o objetivo de denunciar a privatização da saúde pública, especialmente por meio de organizações sociais e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, lembra que em muitos locais a luta contra a Ebserh está sendo encaminhada pelos Fóruns contra a privatização da saúde, que reúne trabalhadores e usuários do SUS. Ela defende que as seções sindicais se unam a esses Fóruns e construam um movimento forte contra a Ebserh e por uma saúde realmente pública e de qualidade.

“A adesão das universidades a Ebserh precisa ser aprovada pelos Conselhos Universitários, portanto, não podemos deixar que ela seja aprovada. Para isso, temos o apoio da Frente e dos fóruns contra a privatização da saúde, já que a Ebserh vai contra o princípio do SUS 100% público”, defende.

Manifestações

sábado, 7 de abril de 2012

Dia Mundial de Luta pela Saúde

Por Paulo Spina

Sete de abril, Dia Mundial da Saúde, mas nada a comemorar e sim muitos motivos para lutarmos! E como o dia sete, este ano, caiu junto com o sábado antes da páscoa, que é o dia que tradicionalmente o Judas é malhado, em São Paulo participei da malhação do Judas da Saúde, que chamava atenção para falta de recursos e a privatização desta área tão importante.

            “Criou um partido cheio de ratos, mas suas promessas não correspondem aos fatos”

O eleito como traidor da saúde foi o Kassab, mas deve ter sido difícil escolher, porque são tantos os vilões da saúde! Kassab simboliza como prefeito o descaso com suas diversas promessas não cumpridas. Havia prometidos três hospitais, mas ao fim do mandato isso não corresponde à realidade. Dedicou-se muito mais a criar um partido, um novo PMDB, do que governar a cidade de São Paulo.

Mas o Judas poderia ter sido muitos outros. Temos o Serra, que foi quem deu asas para o Kassab e agora quer ser prefeito novamente. Tanto como prefeito quanto como governador, o Serra somente privatizou os serviços de saúde, desvalorizando os trabalhadores, que vivem a muitos anos com baixos salários. Para ficar no mesmo partido, com certeza poderíamos malhar o picolé de chuchu do Alckmin que com seu jeito calmo e sem sal tem mandado a Policia Militar ir para cima da população pobre e negra; seja em Pinheirinho ou na Cracolândia, em defesa de interesses especulativos e de mega empresários.

Poderia o Judas ser também o governo federal, que fez o corte do orçamento da saúde em beneficio do pagamento de juros da divida para o mercado financeiro. Governo que entrega os Hospitais Universitários para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), tem um ministro da saúde que desrespeita o controle social e investe dinheiro nas comunidades terapêuticas manicomiais.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fundação do Núcleo Campinas do FOPS/SP - participe!

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Este convite é aberto a todas as entidades, instituições, organizações e movimentos sociais populares que queiram lutar pela defesa do caráter público dos serviços de saúde e melhorias do Sistema Único de Saúde de Campinas.
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Se você não participa de nenhum tipo de organização citada acima, mas se interessa por essa luta, não tem problema: pode comparecer! Os fóruns de saúde também são formados por cidadãos lutadores e cidadãs lutadoras que não tenham participado de alguma organização antes. Basta ter a vontade de participar do Fórum!
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