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domingo, 15 de abril de 2018

Fórum SP realiza ato público e panfletagem em alusão ao Dia Mundial da Saúde




Na última sexta-feira, 13 de Abril, o Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo realizou um ato público com panfletagem em frente ao Terminal da Lapa, em defesa da Saúde Pública gratuita e de qualidade e contra o desmonte do Sistema Único de Saúde - SUS.

Conheça o panfleto. Basta clicar em cima das imagens para ampliar e visualizar melhor.


Confira a seguir o texto mobilizador do Fórum.

Não estávamos enganados! 

Toda a propaganda realizada no início do governo [do prefeito da cidade de São Paulo] João Doria pelas melhorias da Saúde Pública não se concretizaram. Pelo contrário: o que vemos são unidades sendo fechadas, servidores desvalorizados e com salários cortados e redução de equipes multiprofissionais! Temos a prova prática e penosa de que o problema do SUS não é de gestão, de que a iniciativa privada não é mais eficiente do que a estatal, e que os serviços públicos não são ruins por “natureza”.

Há anos vemos os serviços públicos sendo sucateados e vendidos à iniciativa privada. A gestão anterior de Fernando Haddad, e do secretário de Saúde Alexandre Padilha, deram o passo fundamental na partilha dos serviços municipais às Organizações Sociais - OSs (empresas privadas). Dória e o secretário de saúde Wilson Polara, tem tentado por todas as vias fechar os serviços, dizimou a frota do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), tentou fechar farmácias, tentou e ainda tenta fechar AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde). 

O aumento do repasse para as OSs em 22%, obteve um "estrondoso" aumento de 3% do número de consultas... Quanta eficiência, não é mesmo?! A gestão fez parcerias com hospitais privados, falando que acabaria com a fila de exames. Porém, metade dos pedidos foram automaticamente excluídos da fila e mandados de voltas às UBSs já lotadas. De todos os exames realizados durante o mutirão de exames, apenas 20% foram feitos nos hospitais privados, mas recebendo metade de toda verba destinada ao programa.

A máscara de “João Trabalhador” cai, e o Dória-patrão se apresenta com cada vez mais imponência. E os trabalhadores, sejam municipais, terceirizados e PJs sofrem cada vez mais, e com eles toda a população que depende do SUS. Trabalhadores com cada vez mais cobrança, menos estrutura e mais isolados. A precarização do trabalho adoece o profissional de Saúde, aquele que deveria cuidar é sugado.

Se antes víamos a privatização da Saúde, hoje vemos o desmonte!

Se em algum momento fomos contra a abertura de AMAs, (que não davam garantia da continuidade do cuidado, da promoção, prevenção e reabilitação) é por que elas eram a materialização da precarização do atendimento à Saúde; porém, no contexto atual de retirada de direitos que passamos, o acesso se torna cada vez mais difícil, nos restando defender a manutenção das AMAs. 

Há anos os direitos e vínculos trabalhistas vêm sofrendo, hoje os servidores municipais são cada vez mais escassos, e ao se aposentarem os cargos não são repostos. No último mês, vivemos uma nova tentativa de cortar o salário dos servidores, com aumento da taxa previdenciária e repasse para a iniciativa privada (bancos burgueses), perdendo a integralidade da aposentadoria.

O que podemos esperar é um acirramento dos ataques aos direitos dos trabalhadores e intensificação do subfinanciamento das políticas públicas. O ajuste fiscal do governo tem como um dos pilares centrais o congelamento dos gastos públicos nas áreas sociais para os próximos 20 anos (a PEC 241, que foi aprovada como Emenda Constitucional 95/2016), que, aliada a Desvinculação de Receitas da União (DRU), leva a um aprofundamento da transferência de recursos das áreas sociais para o pagamento de banqueiros e acionistas através da dívida pública. A Saúde Pública, que já sofre cronicamente pelo subfinanciamento, sofrerá o mais duro golpe com a proposta, que se refletirá no âmbito da qualidade da assistência bem como na insuficiência de profissionais de Saúde e congelamento de seus salários. 

Tudo isso contribui para uma assistência a Saúde de baixa qualidade e insuficiente, na medida em que se torna incapaz de garantir um acesso integral aos serviços de Saúde; leva a uma deterioração das condições de trabalho e remuneração dos profissionais; enfim, aprofunda o processo de desmonte do SUS.

Ressalta-se também, os planos, seguros e “clínicas populares” privadas de saúde: a população sem opções de atendimento para as especialidades, se vê obrigada a pagar por consultas pontuais em clínicas “populares”, que transformam a saúde ainda mais em mercadoria. 

A luta dos servidores municipais está mostrando a força que os trabalhadores junto dos movimentos populares possuem, quando se unem e combatem de frente os interesses das elites. A firme e decidida oposição dos trabalhadores e dos setores populares é a única força capaz de desmascarar os ataques, e se dá nas lutas sociais e de resistência que o movimento for capaz de empreender.

Uma saúde integral de qualidade está muito além dos modelos de serviço que temos hoje disponíveis. É preciso defender abertura de Serviços de especialidades e contratação de profissionais para compor equipes. É preciso um Sistema de Saúde totalmente público, que não vise o lucro. É preciso ter a população e os trabalhadores à frente do SUS. É preciso planos de carreira estáveis, com contratação pelo Regime Jurídico Único. É preciso investimento suficiente, sem teto e restrições.

Concurso Público JÁ!
Por uma Saúde Pública, 100% Estatal e de Qualidade!

FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO

domingo, 31 de agosto de 2014

Funcionários da USP protestam contra desvinculação de Hospital Universitário

25/08/2014
Por Fernanda Cruz,
Repórter da Agência Brasil

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP), que estão em greve desde 27 de maio, fizeram um protesto em frente ao Hospital Universitário (HU) no campus do Butantã, na capital paulista. Os manifestantes são contrários à transferência do hospital para a Secretaria Estadual de Saúde, proposta do reitor Marco Antonio Zago para sanar os problemas orçamentários da universidade. 

Às 09h30 os grevistas iniciaram uma caminhada em direção à Faculdade de Medicina da USP, localizada na Avenida Doutor Arnaldo, região central de São Paulo 

De acordo com Rosane Meire Vieira, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a reunião do Conselho Universitário marcada para amanhã (26 de agosto) vai definir o destino do hospital. O conselho é formado por docentes e representantes de vários setores da universidade. 

Segundo ela, a greve no Hospital Universitário começou no dia 10 de junho e teve a adesão de 30% dos funcionários. Embora a desvinculação mantenha esses servidores ligados à USP, Rosane disse que teme transferências. “O risco que a gente tem é de ser transferido e a secretaria [de Saúde] colocar pessoas com custo mais baixo, com salários menores, aqui dentro. E aí a nossa preocupação, nós vamos para onde? Eu sou técnica de enfermagem, para onde vou?”, disse. 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

OSs conveniadas deixam de fazer 1 de cada 3 consultas pagas pela Prefeitura de São Paulo

25 de maio de 2014


Levantamento inédito do jornal 'Estado' mostra que, em 2013, ambulatórios de especialidades administradas por 5 OSs (Organizações Sociais) em São Paulo realizaram 442 mil consultas das 643 mil previstas


Por Fabiana Cambricoli,
O Estado de S.Paulo




Contratadas pela Prefeitura de São Paulo para administrar unidades de Saúde, as Organizações Sociais da Saúde (OSSs) realizaram em 2013 só sete em cada dez consultas de especialidades pelas quais foram pagas. Ou seja, deixaram de cumprir quase uma em cada três marcações. Em algumas regiões da cidade, apenas 50% da meta de atendimento foi cumprida, mas o repasse da verba para as Organizações foi integral.

Pela lei que regula a atuação das OSSs, as entidades conveniadas não podem ter fins lucrativos e só devem receber repasse para cobrir seus custos. Os contratos vigentes, no entanto, não preveem descontos quando a entidade não cumpre as metas. Levantamento inédito feito pelo Estado com base em dados disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura mostra que, no ano de 2013, os ambulatórios de especialidades administrados por cinco OSSs realizaram 442 mil consultas das 643 mil previstas, o equivalente a 68,7% da meta.

O baixo índice não pode ser justificado por falta de demanda. Em dezembro de 2013, 309 mil paulistanos estavam na fila de espera por esse tipo de atendimento na rede municipal. O não cumprimento de metas já acontecia nos anos anteriores e foi criticado pelo então candidato Fernando Haddad (PT) durante a campanha eleitoral de 2012. O levantamento do Estado mostra que, naquele ano, as entidades conveniadas realizaram só 66,8% das consultas previstas. Haddad defendeu em campanha maior controle e fiscalização sobre a verba repassada para as OSSs, mas o índice verificado em seu primeiro ano de gestão mostra que a situação pouco mudou.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Organizações sociais deixam faltar 1.326 médicos em São Paulo/SP

25/09/2013 19:04

Secretaria de Saúde abriu seleção direta para ter mais controle sobre trabalho de profissionais e estabelecer piso salarial. Herança de Kassab, contratos não têm qualquer fiscalização sobre qualidade
Por Sarah Fernandes, da RBA

A administração municipal não tem hoje qualquer controle 
sobre o serviço prestado pelas OSs (Foto: Julia Moraes/Folhapress)
São Paulo – Seguindo contratos de gestão ainda com pouco controle, as Organizações Sociais (OSs) que administram equipamentos de Saúde em São Paulo deixaram faltar 1.326 médicos na cidade até agosto de 2013, segundo um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde apresentado hoje (25/09), em uma audiência pública na Câmara de Vereadores. Em contrapartida, o total empenhado nos contratos de gestão somou, no mesmo período, R$ 962.177.147.

Para tentar controlar o problema, a Secretaria abriu um processo de seleção de profissionais na última semana, que será feito diretamente pela administração pública, além de intensificar o controle dos gastos com as Organizações Sociais, reconhecido pelo secretário de Saúde, José de Filippi Junior, como “insuficiente”.

“Os controles ainda são muito falhos e temos contratos em que as metas estabelecidas são insuficientes. Em uma AMA, por exemplo, a meta pode ser realizar mil atendimentos no mês. Agora, se ela tiver três dias sem médico, mas realizar as mil consultas, eu não posso cobrar. Isso é uma imperfeição. Nós estamos fazendo controle da presença dos profissionais e dos custos”, disse à RBA.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Mais uma OS sendo escorraçada pela luta dos trabalhadores em São Paulo (SP): agora é no AMEs Sapopemba!!

12/08/2013

Derrubamos mais uma OS - Ambulatório de Especialidades Sapopemba ficará livre da administração da OS em 90 dias


O trabalho do Sindsep contra as OSs conseguiu mais uma vitória. No máximo em 90 dias o Ambulatório Médico de Especialidades Sapopemba (São Paulo/SP) será administrado exclusivamente pela Prefeitura sem a intervenção de Organização Social (OS). A vitória ocorreu no dia 09 de agosto. Poucos dias antes, no dia 29 de julho, outra vitória no Ambulatório de Especialidades do Jardim Peri-Peri apontou para um caminho de reversão das OSs a partir da luta dos trabalhadores (clique aqui para saber mais).

Nos dois casos um fato em comum é que a maioria dos trabalhadores da unidade é da administração direta, mas eram administrados pela OS. Outro fato comum da vitória de ambos os casos é o comprometimento dos trabalhadores em protestar e exigirem qualidade na prestação dos serviços e das relações de trabalho, altamente comprometidas pela administração da OS.

No Ambulatório de Especialidades Sapopemba 89 funcionários são da Prefeitura (78%), enquanto 26 profissionais são da OS (22%). A insatisfação dos profissionais na unidade fez com que o Governo Municipal recuasse e entendesse que a transferência dos profissionais, que não aceitavam ficar sob a gerência da OS, seria altamente prejudicial à população. Se fosse necessário, todos os trabalhadores concursados sairiam da unidade, comprometendo um trabalho já consolidado.

*Retirado do SINDSEP-SP
**Republicado pela Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 13/08/2013

sábado, 10 de agosto de 2013

Veja como foi: 08/08/2013 - “Ato Radical: Primeira Grande Via Sacra de Lutas pela Saúde” (SP)

Publicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 10/08/2013

Confiram o informe do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo:

Ato Radical: Primeira Grande Via Sacra de lutas pela Saúde

Foto: Cris Fraga/Fox Press Photo

Iniciamos no estado de São Paulo um processo de luta intensa pela defesa das nossas bandeiras da Saúde e com o objetivo de fazer as pessoas "perderem a paciência" com a Saúde do país e saírem às ruas.

Foto: J. Duran Machfee/Futura Press
Inspirados na forma de manifestação horizontais do Movimento Passe Livre, sem carro de som e sem discursos, no fim da tarde e com certo radicalismo realizamos a manifestação no dia 08 de agosto de 2013, que chamamos “Ato radical Primeira Grande Via Sacra de lutas pela Saúde”. Este nome se deve em alusão que a população faz uma verdadeira via sacra para conseguir atendimento neste país, e queremos dialogar com a subjetividade das pessoas, de forma a trazê-las para as ruas. Além da cidade de São Paulo, ocorreram também atos simultâneos em Campinas, Sorocaba e Itapetininga

Foto: Eduardo Enomoto/R7
Nossa Via Sacra vai atingir, ou seja, "visitar", governo federal, estadual e municipal. Um dos pontos mais radicais foi a ocupação simbólica do Hospital Sírio Libanês, símbolo da saúde como comércio e onde o senado brasileiro gasta milhões com a internação de políticos como Genoino e Sarney, que estão lá!

Nossa luta continua com ainda mais gente na próxima terça-feira, 13 de agosto, as 17h00 em frente o prédio da Prefeitura de São Paulo. Muito importante que as entidades nacionais nos ajudem a convocar, que os fóruns estaduais nos ajudem a divulgar as ações e seria muito interessante para conjuntura que outros estados realizasse atos simultâneos com São Paulo em defesa da saúde pública, estatal e de qualidade! Algum estado consegue se articular rapidamente para organizar uma luta no dia 13 de agosto?

Força para todos! A luta pela vida e para transformar a realidade é nas ruas!!!

FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Falcatruas envolvendo OSs a perder de vista... Veja mais essa...

02 de agosto de 2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 05/08/2013


Falcatruas envolvendo Organizações Sociais (OSs) a perder de vista... Nesta, o dinheiro é repassado pelo poder público, mas não é gasto no que deveria... No caso, na contratação de corpo médico! A propósito: essa grana não gasta está ficando aonde?!

Diante desse tipo de situação, também cai por terra os mitos do "terceirizando se contrata mais fácil" e " maior remuneração segura o médico". 

Na hora que gestores chegam com o "conto do vigário" para justificar um projeto de terceirização da gestão ou privatização do serviço público, incrível como tem gente que "esquece rapidinho" de provas concretas como estas da falseta que é defender tais tipos de coisa como "solução" para a Saúde Pública. Tape o sol com a peneira quem quiser, mas os fatos que desmentem a privatização como solução acumulam dia a dia, a quem chama de demagogos aqueles que defendem a manutenção da gestão direta no serviço público.

Segue a matéria.

Município de São Paulo paga por 1,2 mil médicos que não existem

Profissionais deveriam atuar em postos geridos por Organizações Sociais (OSs)

Por Adriana Ferraz - O Estado de S.Paulo

Na AMA Tito Lopes, administrada pela SPDM na 
zona leste, há 41 plantões vagos; déficit 
provoca filas (Foto: Sérgio Castro/AE)
A rede municipal de Saúde paga pelo menos 1.286 médicos que não existem. Os profissionais deveriam atuar nas unidades de atendimento administradas por Organizações Sociais (OSs), instituições que recebem repasses da Prefeitura para manter os postos em funcionamento. Por mês, são pagos R$ 116 milhões à rede terceirizada que, assim como ocorre no serviço público, alega dificuldades na contratação, especialmente quando a vaga está na periferia.

A zona leste da capital é a mais prejudicada. Na região há 571 plantões médicos abertos para as mais diversas especialidades, como pediatria, ginecologia e dermatologia. A demanda por clínicos gerais também é enorme nos bairros mais afastados, como Cidade Tiradentes, Guaianases e São Mateus. A zona norte é a segunda na lista de espera por profissionais, seguida pelas zonas sul, sudeste e centro-oeste.

Somente a Organização Social Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) precisa contratar quase 700 médicos – 41 deles para compor o número de funcionários da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Tito Lopes. Da lista de nove entidades que prestam serviço para a Prefeitura, esta OS é a que registra o maior déficit. E também é a que recebe o maior repasse mensal: R$ 26 milhões.

Mas, apesar de o quadro de funcionários estar incompleto na maioria das unidades, os depósitos feitos mensalmente pela Secretaria Municipal da Saúde continuam cheios. Isso quer dizer que a ausência dos médicos não leva a descontos automáticos às Organizações contratadas, apenas prejuízo aos cofres públicos.

Trabalhadores colocam OS para fora do Ambulatório de Especialidades do Jardim Peri-Peri (São Paulo/SP)

31/07/2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 05/08/2013

Mobilização dos trabalhadores coloca fim na Organização Social (OS) do Ambulatório de Especialidades do Jardim Peri-Peri. A vitória aponta para um caminho de mais mobilizações. Vamos derrubar todas as OSs! Na assembleia de 30 de julho, por unanimidade, os trabalhadores aprovaram as negociações e o fim da greve

Por Sindsep

Os trabalhadores do Ambulatório de Especialidades do Jardim Peri-Peri, localizado na cidade de São Paulo (SP), organizados pelo Sindsep, conseguiram uma das mais importantes vitórias na luta contra a privatização do serviço público. A partir do acordo feito (29 de julho de 2013) entre trabalhadores e governo, a unidade voltará a ser administrada exclusivamente pelo poder público sem participação de Organização Social, nesse caso a Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FFMUSP).

Após uma série de manifestações com a participação dos 94 servidores da administração direta, os trabalhadores decidiram em 26 de julho por decretar greve por tempo indeterminado, a partir do dia 29 de julho. Como acordo pelo fim da greve, em 29 de julho, a Prefeitura da Cidade de São Paulo decidiu pelo fim da administração do Ambulatório pela Organização Social FFMUSP no prazo de 90 dias.

Felizmente, a mobilização dos servidores reverteu a gestão da OS no Ambulatório de Especialidades do Jardim Peri-Peri. É uma importante vitória dos trabalhadores. O Sindsep impulsiona essa luta a cada dia e a “porteira” foi aberta! Queremos a revogação de todas as OSs. Sabemos que o atendimento e a qualidade de trabalho é sempre melhor quando executada pela administração direta e com servidores devidamente concursados e comprometidos com o serviço público e com a população.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Na luta contra as OSs, servidores do AE Jardim Peri-Peri (SP) deram o exemplo e realizaram paralisação

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 05/07/2013

O Ambulatório de Especialidades Jardim Peri-Peri, localizado na cidade de São Paulo (SP), é administrado pela Organização Social (OS) Fundação Faculdade de Medicina da USP desde outubro de 2011. Desde então os servidores municipais lotados nesta unidade se encontram na mesma situação de milhares de servidores que trabalham sob a administração dessas organizações: assédio moral, falta de isonomia salarial, etc. Além disso, veem os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) serem constantemente atacados pelos interesses da OS que, burocraticamente, aumenta o número de consultas de triagem sem se preocupar com o atendimento humanitário e de qualidade que deveria ser prestado à população. 

As OSs não produziram qualquer melhoria na qualidade do atendimento à população. Produziram apenas números para serem utilizados nas campanhas eleitorais e esconder a situação de calamidade da Saúde Pública.

Essas organizações, que formalmente não possuem fins lucrativos, recebem dinheiro da Prefeitura e apresentam como contrapartida o maior número de atendimentos. Como toda empresa privada, trabalham em função do lucro, e não das necessidades da população.A Prefeitura, por sua vez, deve parar de dar dinheiro para entidades privadas e investir diretamente na Saúde Pública, nos servidores e no atendimento à população. 

Diante disso, os servidores reunidos em assembleia decidiram paralisar os serviços no dia 04 de julho de 2013 para exigir que o AE Peri-Peri seja entregue novamente à administração direta. Aprovaram também uma Carta de Intenção na qual indicam que, caso essa exigência não seja acatada, assinarão o Termo de Opção escolhendo não mais permanecer no quadro de servidores do ambulatório. Na data da paralisação também está marcada uma passeata que contará com apoio da população usuária, sindicatos e representantes de movimentos sociais.

domingo, 16 de junho de 2013

“Quanto mais adianto a obra, mais perto fico de ser removido”

07/06/2013 
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 16/06/2013

O operário Jaílson, que vive no entorno do Itaquerão, é símbolo das contradições da Copa: enquanto dá duro para acelerar as obras, corre o risco de ver sua casa no chão

Por Ciro Barros, do Copa Pública*

“Aquele primeiro bar ali é do Jaílson, procura ele lá que você vai achar”, me disse, de dentro de seu próprio bar, apontando para a direita, o motorista Pedro Fortunato, o Seu Pedro, figura notória da Comunidade da Paz, em Itaquera, zona Leste de São Paulo. O relógio marcava 17h20, mas a noite já ensaiava aparecer às margens do córrego do rio Verde quando chego ao bar indicado, uma birosca típica de favela, que toca alto um pagode romântico dos anos 1990 – enquanto estive ali, além dos pagodes de Belo, Alexandre Pires e Revelação, ouvi o rap dos Racionais MC’s e Sabotage.

O comércio que complementa a renda do operário é simples: chão de terra batida, iluminação de uma única lâmpada (a energia vem de uma “gambiarra”, assim como a água), um pequeno balcão ao fundo, algumas poucas pessoas bebendo e jogando sinuca. Encontro os olhos claros de Jaílson atrás do balcão. Ele me estende a mão calejada pelo trabalho braçal e nem me deixa me desculpar pelo atraso, diz que tinha acabado de chegar também.

Jaílson ainda veste as calças amarelas com faixas refletoras de luz e botas grossas, o uniforme usado na construção civil. A Copa do Mundo, decidida por engravatados em escritórios de Genebra, o transformou numa contradição ambulante: o operário mora na comunidade vizinha ao estádio, ameaçada de remoção exatamente pelas obras em que trabalha. Ele é encarregado da “armação”, passa o dia montando armações metálicas para receber concreto nos canteiros das obras viárias do futuro estádio do Corinthians e do Polo Institucional de Itaquera, colado ao estádio, que contará com uma Fatec, uma Etec, uma biblioteca, unidades do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e um parque linear.

Idealizado na gestão de Gilberto Kassab (PSD), o projeto da prefeitura de São Paulo foi incluído nas obras da Copa e apresentado como um legado do evento mundial para a cidade. O prazo para a conclusão das obras, meados de 2014, angustia os moradores da Comunidade da Paz que, como Jaílson, não sabem o que será feito deles depois.

“Me bate uma tremenda revolta, cara. Acho uma tremenda falha e erro do ser humano”, ele diz de modo assertivo, direto, olhos nos olhos. A voz seca, a expressão sisuda parecem encarar o sofrimento com naturalidade. Penso em Fabiano, protagonista de Vidas Secas, acostumado a se conter diante da face dura que a vida lhe mostrou. Como o personagem de Graciliano Ramos, Jaílson se sente massacrado a ponto de duvidar de sua condição humana: “Me sinto tratado como lixo, como um animal”, resume.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mais falcatruas envolvendo OSs na cidade de São Paulo: quando atendem menos, o repasse de verbas é o mesmo

04/04/2013 - 03h30
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 10/04/2013

OSs: grana do povo jogada pelo ralo

Prefeitura da cidade de São Paulo paga entidades da saúde por consultas não feitas

Por Talita Bedinelli, de São Paulo

Entidades privadas contratadas pela prefeitura para agilizar o atendimento médico na cidade de São Paulo deixaram de fazer três em cada dez consultas com especialistas pelas quais foram pagas pelo poder público.

O dado consta de levantamento da Folha sobre prestações de contas feitas à Prefeitura pelas OSs (Organizações Sociais), instituições sem fins lucrativos pagas para cuidar de unidades e complementar serviços de saúde.

As entidades deveriam ter realizado 530.151 consultas nos Ambulatórios Especialidade e nas AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) em 2012. Mas apenas 347.454 foram feitas.

O cenário repete o que aconteceu em 2011, quando as entidades deixaram de realizar 41% dos atendimentos previstos. Nesses dois anos, elas receberam todos os repasses do município normalmente.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Haddad quer privatizar² (ao quadrado) a saúde pública em São Paulo


Published on Friday, 29 March 2013 15:25

Publicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 02/04/2012

Depois de ser eleito com um programa de governo que prometia, no mínimo, controlar as Organizações Sociais (OSs), o prefeito Fernando Haddad (PT) dá sinais claros de como e para quem vai ser a política de saúde na cidade de São Paulo.

Por Áquilas Mendes e Paulo Spina,
Fórum Popular de Saúde de São Paulo


O Partido dos Trabalhadores (PT) inicia, por um lado, um processo de cooptação do movimento popular de saúde, correndo a cidade para falar com conselheiros e nomeando pessoas de movimentos ligados ao Partido para seu gabinete, e por outro projeta uma ampliação medíocre da rede através de compromissos com as Organizações Sociais, os conglomerados hospitalares e os planos de saúde.

Esta política não se inicia na cidade de São Paulo tampouco se encerra nela. O caminho traçado pela Prefeitura fortalece a intenção do atual ministro da saúde em subsidiar planos de saúde privado. Isto foi noticiado, mas frente a tamanha revolta que causou no movimento em defesa do SUS, o governo recuou, ao menos naquele momento. 

sábado, 30 de março de 2013

Olha a bomba!! Deu no Estadão: Prefeitura de São Paulo estuda plano de incentivo de unidades de saúde privadas nas periferias


28 de março de 2013 | 2h 03

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 30/03/2013

Prefeitura estuda incentivo para levar postos de saúde privados à periferia

Por Adriana Ferraz e Felipe Frazão
O Estado de S.Paulo

O prefeito Fernando Haddad (PT) estuda uma forma de levar postos de saúde privados à periferia de São Paulo. A ideia é de oferecer uma contrapartida a empresas do setor dispostas a instalar leitos, laboratórios ou consultórios médicos em regiões que hoje são atendidas apenas pelo Sistema Único de Saúde. Dar isenção tributária é uma das possibilidades trabalhadas pela atual gestão.

O objetivo é dividir a responsabilidade com planos de saúde populares, que vendem serviços nos extremos da cidade, mas só mantêm unidades nas áreas centrais. De acordo com estimativa da prefeitura, apesar de 56% da população pagar algum tipo de convênio médico, boa parte desse total utiliza a rede pública, que, por sua vez, não é ressarcida pelos planos de saúde.

Segundo o secretário municipal da Saúde, José de Fillipi Júnior, essas empresas poderiam ser incluídas no Arco do Futuro, projeto que visa a descentralização do desenvolvimento da cidade, criando mecanismos que aproximem a moradia do trabalho do paulistano. Ele defende, por exemplo, a isenção fiscal como forma de atrativo, assim como deve ocorrer com empresas do setor da construção.

Divulgando: Não perca! Ato do Dia Mundial da Saúde em São Paulo - 10/04/2013


13 March 2013 23:33


Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 30/03/2013



CARTA ABERTA À SOCIEDADE CIVIL

O Dia Mundial da Saúde, comemorado em 07 de abril, é um marco importante: um momento em que vários movimentos e entidades sociais saem às ruas para lutar por uma Saúde Pública, Universal e de Qualidade para todos os brasileiros. Desde a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), em 1988, até hoje, ainda lutamos pela total implantação desse Sistema, que colocou a Saúde como um direito de todos e dever do Estado, privilegiou as ações de prevenção e promoção da saúde e a efetiva participação da população.

Os cuidados com a saúde pública, no entanto, não tem avançado e o povo de São Paulo sabe muito bem a peregrinação a que é submetido para ter um atendimento de saúde adequado. As deficiências no acesso a qualquer profissional de saúde, a demora na realização de exames, a ausência de especialidades médicas, a longa espera para a realização de cirurgias e a falta de medicamentos continuam presentes no cotidiano do paulistano. São muitos os hospitais fechados ou abandonados pela administração pública municipal anterior que poderiam ser recuperados para as necessidades de saúde de seus usuários.

Manifesto em defesa do CAPS Itapeva e do SUS


março 29, 2013

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 30/03/2013

MANIFESTO EM DEFESA DO CAPS ITAPEVA E DO SUS

Queremos noticiar, por meio deste brevíssimo texto escrito às pressas, a difícil jornada que nós, profissionais da Saúde Mental, temos enfrentado; em especial nestes últimos dias. O intuito aqui é de transmitir que, recentemente, e mesmo não estando numa ditadura, sofremos um golpe. Gostaríamos de compartilhar com outros profissionais, serviços de saúde, aos que se interessam pela Saúde Mental e pela defesa do SUS e movimentos sociais em defesa da vida, aos que militam ainda por uma “sociedade sem manicômios” e pela manutenção dos ideários da Reforma Psiquiátrica. E, ainda, aos psicanalistas interessados pela clínica da psicose, pelas questões da saúde pública. O evento de “caça às bruxas” que, infelizmente, estamos enfrentando neste momento no CAPS e que todos estamos cientes que faz parte de um contexto muito maior e bastante atual. Esperamos, assim, disparar uma discussão mais ampla.

Fonte: ponto.outraspalavras.net

O CAPS Professor Luís da Rocha Cerqueira – bastante conhecido como CAPS Itapeva - esteve nos seus últimos anos sob a gestão da Organização Social SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento para a Medicina). O nome desta organização, que também gerencia outros equipamentos de saúde espalhados pela cidade de São Paulo, já sugere que a sua preocupação é bem específica. A sua administração tem comprovado que o seu interesse é exclusivamente a medicina, interesse este que não se estende aos pacientes nem tampouco à Saúde Mental. Explicaremos…

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Governo de SP tenta aumentar “na marra” número de leitos para internação compulsória


01/02/2013

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 02/02/2013


Pacientes com problemas de saúde mental serão prejudicados com fechamento de ala em Centro de Atenção Integrada

Por Igor Carvalho, do SPressoSP

O Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Doutor David Capistrano da Costa Filho (Caism-SP), da Água Funda, está sofrendo pressão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) para que funcionários de uma ala destinada a pessoas com problemas de saúde mental passem a cuidar exclusivamente de dependentes químicos oriundos das ações de internação compulsória. Documento obtido pelo SPressoSP comprova a orientação da diretoria da unidade e funcionários denunciam que a ordem teria vindo da secretaria.

Uma ala, que está sendo construída desde junho de 2012, será inaugurada em 7 de fevereiro, porém, não há funcionários contratados para trabalhar no novo setor, que está programado para receber dependentes químicos. A solução encontrada pela secretaria, em conjunto com a direção do Caism, foi fechar uma ala com 24 leitos que atenderá pacientes com problemas de saúde mental e transferir os funcionários para atender na nova ala. “A Secretaria está pressionando por novos leitos para a internação compulsória, caiu a diretora do Catrod [Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas] e a direção está com receio de novas demissões”, informou um funcionário da unidade, que pediu para ter a identidade preservada, citando a ex-diretora do Catrod, Marta Jezierski, demitida por discordar da internação compulsória de dependentes químicos.

Ata assinada por diretores e funcionários. No documento,
a direção deixa claro que fechará os leitos de saúde mental
para beneficiar a "nova demanda" de dependentes químicos.
O SPressoSP teve acesso a uma ata de reunião, ocorrida no dia 30 de janeiro, entre a direção do Caism e os funcionários, em que a orientação de fechamento da ala é explicitada pelo médico Amaury Henrique da Silva, assistente da direção do centro. Estava presente também diretora do Caism Claudia Farah Kotait Buchatsky, ambos assinam a ata (veja imagem ao lado).

De acordo com a ata, “Paulo (funcionário da unidade) solicita registrar na ata: ‘o que vai acontecer com a enfermaria NA (Núcleo de Agudos)’. Dr. Amaury informa que a enfermaria nova está praticamente pronta e estamos acionando a contratação de pessoas para iniciar as atividades. Devido à demanda da dependência química atual, o NA será destinado temporariamente ao atendimento deste tipo de paciente.”

Funcionários estão se colocando contra o fechamento do NA, a ala que atende pacientes com problemas de saúde mental, principalmente os servidores ligados ao Fórum Popular de Saúde de São Paulo, movimento que cresce dentro das unidades de saúde e que discute os modelos de gestão do setor.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ocupação independente é faceta oculta da crescente luta pela moradia em São Paulo


SEXTA, 25 DE JANEIRO DE 2013

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 31/01/2013


Por Gabriel de Brito, da Redação

O ano de 2013 ainda amanhece, mas na cidade de São Paulo as lutas sociais dos setores marginalizados já fervilham, inaugurando novo embate com a institucionalidade e seus maliciosos trâmites de concessão de direitos a não apenas uma parcela de nossa população.

Fonte: anovademocracia.com.br
E num país no qual jamais se realizaram as reformas agrária e urbana, nada mais previsível que depararmos com a questão da terra ocupando um ponto central de nossas chagas. Enquanto assentados e sem terra lutam pela sobrevivência no campo livres da submissão ao agronegócio e seu modelo baseado em uso intensivo de agrotóxicos e monocultivos, é cada vez maior o número de habitantes sem casa própria protagonizando ocupações de imóveis abandonados, especialmente no centro da capital.

Em São Paulo, as ocupações já se tornaram assunto recorrente até na mídia conservadora, afeita a cultuar o direito à propriedade, ao passo que ignora a moradia como direito universal e a própria função social - definida constitucionalmente - da terra. Obviamente, a mudança na prefeitura da cidade, agora ocupada pelo petista Fernando Haddad em substituição a Gilberto Kassab, é o grande componente para o aumento da mobilização e dos ímpetos na luta pela moradia digna.

“Chegamos aqui no dia 12 de dezembro passado, com a cara e a coragem, em cerca de 33 ou 35 famílias”, contou ao Correio a pesquisadora de mercado Dayane Cristine, que concedeu entrevista ao lado do companheiro e funcionário de terminal de ônibus Cícero Gomes, todos agora instalados no número 458 da Rua Barão de Campinas, região central da cidade.

“Espero que a nova prefeitura olhe por nós, de verdade. Quero que venham aqui no prédio, queremos vê-los, conversar, solucionar nosso problema. O que eu e meu companheiro ganhamos permite, sim, um financiamento, mas temos que ser atendidos, olhados seriamente”, afirma Dayane, a liderança designada como porta-voz da ocupação, que concedeu a entrevista logo após voltar de reunião na Secretaria dos Direitos Humanos da Prefeitura – os moradores também estão contando com auxílio advocatício da ONG Educafro.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Após pressão, Dr. Alckmin recua do fechamento de serviço de saúde mental


Tuesday, 11 December 2012 23:37

Estava anunciado o fechamento do CRIA (Centro de Referencia a Infância e Adolescência), mas após pressão, Dr. Alckmin, através de sua Secretaria de Saúde, recua do fechamento de serviço de saúde mental que atende pacientes de alta complexidade.

A explicação do Governo Estadual de improdutividade e de falta de metas no número de atendimentos era a razão alegada ao fechamento, inclusive com data para acontecer. Funcionários foram obrigados a assinar a demissão, crianças como pacientes sofrendo as consequências do stress e familiares estavam desnorteados preocupadíssimas com o encerramento do tratamento de seus filhos e sem informação sobre a sequência.

O CRIA é privatizado pela SPDM. O Fórum Popular de Saúde de São Paulo é contra qualquer forma de privatização, defende o SUS como o único sistema de saúde pública e estatal. O sintoma político que prioriza metas, lucros, que trata pacientes como números, que não tem compromisso com a continuidade dos tratamentos que inicia. São esses os sintomas que geraram este problema do CRIA e apontam a importância de um sistema público pensado e fundamentado fora das leis do mercado e da margem de lucro, até porque paciente complexo dá prejuízo! Assim é impossível ficar em silêncio diante deste absurdo de demitir trabalhadores com argumentos arbitrários, e ainda fechar um serviço clínico ligado a pesquisa, tão essencial para análises consistentes de políticas públicas e no avanço da assistência dada à população de São Paulo, tão carente de vagas na saúde mental.