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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Veja a cobertura da EPSJV sobre o VI Seminário

28/11/2016

Trabalhadores e movimentos em defesa do SUS apontam greve geral como estratégia para barrar retrocessos

Durante o VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, representações dos estados e de diversas entidades reforçam a necessidade de unidade para barrar a PEC 55 e as iniciativas de desmonte dos direitos assegurados pela Constituição

Por Raquel Júnia - EPSJV/Fiocruz 

A urgência de articulação e unidade de ação entre os diversos movimentos sociais, trabalhadores e entidades não apenas em defesa do SUS, mas para barrar outros diversos retrocessos nas conquistas trazidas pela Constituição de 1988, pode ser uma síntese do VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde

Abertura do VI Seminário Nacional da Frente contra a Privatização da Saúde

Reunidos em Goiânia, capital de Goiás, um dos estados que mais avançaram no desmonte do SUS constitucional, com a entrega de quase a totalidade dos serviços de Saúde para as Organizações Sociais - OSs (saiba mais clicando aqui), representantes de 15 estados discutiram formas de ampliar a mobilização. A luta para barrar a PEC do teto dos gastos públicos (PEC 55) no Senado, foi encarada como prioridade. “Nós estamos construindo uma caravana à Brasília no dia 29, data da votação em primeiro turno da PEC no Senado. Ainda que neste dia vá haver uma grande mobilização em Brasília, que vai expressar uma unidade grande e certamente gerar um grau de impacto, tudo indica que vai ser insuficiente”, afirmou Gibran Jordão, membro da coordenação geral da Fasubra e da secretaria executiva da central sindical CSP Conlutas. O sindicalista, que participou de uma das mesas do evento, apontou a necessidade de os trabalhadores radicalizarem a resistência: “Pelo grau de ataque que a classe trabalhadora vem recebendo e pelo grau de unidade com o qual os três poderes vêm agindo no que é estratégico para a burguesia, o ideal é que tivéssemos hoje uma unidade ampla que possibilitasse a construção de uma greve geral no pais”, acrescentou.

Foi apontada como elemento importante no acúmulo de forças a greve dos funcionários das universidades públicas federais, que já completou um mês e agora ganhou o reforço dos professores após a deflagração do movimento de paralisação pelo Andes-SN – sindicato que representa os docentes. Também participante do Seminário, o vice-presidente do Andes, Luis Acosta, falou sobre a necessidade de reverter o processo que ele chamou de “apassivamento da classe trabalhadora”, como resultado dos governos de pacto social capitaneados pelo Partido dos Trabalhadores.  “Isso passa por uma construção da unidade de luta. A greve da educação que estamos construindo não é um substituto da greve geral, não podemos ficar satisfeitos, é uma greve necessária, mas insuficiente. Devemos manter em nossa pauta a luta pela greve geral”, reforçou. Segundo Acosta, a CSP Conlutas aprovou em seu congresso nacional realizado neste ano a convocação de outras centrais e movimentos sociais para a construção em 2017 de um encontro nacional da classe trabalhadora.  “Em 2017, ao comemorarmos os 100 anos do início de uma experiência de poder popular, como foi o caso da revolução socialista na Rússia, com todas as suas luzes e sombras, e os 50 anos do assassinato de Che Guevara, temos que fazer um esforço para superar a fragmentação dos movimentos sindicais e avançar no encontro nacional da classe trabalhadora. Acreditamos que esse pode ser um instrumento para a construção de uma greve geral”, apontou Acosta.

A necessidade de unidade foi ressaltada também pela presidente do SindSaúde/SC, Edileuza Fortuna. “Nosso papel enquanto militantes é continuar mobilizando os trabalhadores. Nós, movimentos sociais e sindicais, estamos perdendo para os estudantes, e precisamos apoiá-los, tomar esse gás novo pra gente. O movimento sindical não pode cair na tática de chamar uma manifestação duas vezes por mês, temos que unificar de verdade, não podemos unificar só na reunião e depois sair da reunião chamando dois atos em dias diferentes. Assim seremos derrotados”, alertou. Edileuza também chamou atenção para a conjuntura de maior criminalização dos movimentos, o que reforça a necessidade de unidade. “Se sairmos chamando eleições gerais nesse momento seremos derrotados, e a direita reacionária é que pode assumir, como vimos nas eleições municipais. A lei antiterror vai ser usada contra estudantes, contra os pobres, contra os trabalhadores. A invasão da Escola Nacional Florestan Fernandes do MST foi um exemplo disso”.

Crise do capitalismo

Apesar de algumas particularidades, os participantes do Seminário apontaram que a situação do Brasil não é isolada, visto que a conjuntura é de crise do capitalismo a nível mundial. “Nesse sentido, é evidente a situação de ataques aos trabalhadores, do surgimento de movimentos neofacistas, ataques a imigrantes em vários países. É uma situação difícil e perigosa, e no caso da América Latina também está acompanhada de um refluxo dos movimentos sociais. A situação venezuelana é a mais preocupante e dramática, mas também é o caso da Argentina e do Brasil”, analisou Luis Acosta.  O professor ressaltou também que o impeachment de Dilma Roussef, que rompeu com a política de pacto social colocada em prática durante os governos do PT, desencadeou ainda mais fortemente um ataque aos direitos dos trabalhadores, com um elemento novo: a militância do poder judiciário na defesa dos interesses burgueses. “Recentemente foi aprovado o ataque ao direito de greve dos servidores públicos e várias outras medidas estão em curso no poder judiciário. O estado está atuando como um bloco”, pontuou.

Para o secretário geral do PCB, Edmilson Costa, o mundo passa por uma das grandes crises sistêmicas do capitalismo, nas quais se tenta fazer com que os trabalhadores paguem os ônus do esgotamento das forças produtivas. “Há mais de dez anos o capitalismo vem sofrendo uma crise sistêmica e os gestores do capital não encontraram até agora nenhuma fórmula para estabilizar a economia e retomar o crescimento econômico. Portanto, a crise que estamos vivendo é muito diferente das crises cíclicas do capitalismo. As crises normais, cíclicas, de tanto ocorrerem, já passaram a ser administradas pelo capital”, analisou. Segundo Edmilson, essa é a terceira grande crise do capitalismo e as duas anteriores resultaram em mudanças profundas na gestão do sistema. Na primeira grande crise – de 1873 a 1896 – o resultado foi a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista. Na segunda crise – de 1929 e 1945 – com a ocorrência da 2ª Guerra Mundial, ocorreu a divisão do mundo entre os sistemas capitalista e socialista. O sistema capitalista respondeu com a construção do estado de bem-estar social, agora em xeque. “Essa crise que estamos vivendo desde 2008 não tem tempo para acabar, ela só vai acabar quando todos os problemas forem resolvidos, e isso tem deixado profundamente desesperados e irritados os capitalistas. Exatamente pela impossibilidade de sair da crise pelas vias keynesianas, pelas vias da intervenção do Estado na economia, é que eles estão buscando a via da ofensiva contra direitos e garantias dos trabalhadores”, sintetizou.

Na avaliação do secretário geral do PCB, a crise no Brasil tem também elementos éticos, sociais e políticos, que se expressaram no processo de impeachment. “A crise aqui foi tão profunda que para a burguesia era necessário um ajuste brutal e rápido, mas o governo de coalizão tinha que fazer mudanças lentas por conta da sua base social, portanto, para a burguesia não interessava”, afirmou, refletindo ainda que as manifestações de 2013, nas quais centenas de milhares foram às ruas por fora da institucionalidade e dos espaços tradicionais de militância foram interpretados com clareza pela burguesia, que viu a necessidade de um governo "puro sangue" para implementar com mais agilidade os ajustes. Diante desse quadro, Edmilson alertou para a necessidade da reconstrução das organizações dos trabalhadores. “A crise vai forçar uma reorganização da esquerda, por isso temos que apoiar todas as frentes e movimentos, porque isso consolida um processo de unidade de quem quer efetivamente o caminho para as transformações. Nós não devemos ter medo da crise, ela é difícil, nos causa prejuízos, mas todas as grandes mudanças da história da humanidade não foram feitas na calmaria. As crises sempre foram as grandes parteiras da humanidade”.

sábado, 26 de novembro de 2016

2º Dia do VI Seminário Nacional


*Se interessar, veja a postagem sobre o 1º Dia clicando aqui*


No dia 26 de Novembro de 2016, demos continuidade ao VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde. O Seminário continuou em meio ao clamor de um verdadeiro marco histórico para a esquerda mundial, em especial para a esquerda latino-americana: o falecimento de Fidel Castro, aos 90 anos de idade.

Pela manhã, foi realizada a 2ª Conferência do Seminário, O Desmonte do SUS e os Movimentos de Resistência.



















No período da tarde, uma das atividades foi a realização dos Grupos de Trabalho com temas pautando a organização da luta: Movimento Sindical e a Defesa do SUS; Movimentos Populares em Defesa da Saúde Pública; Movimento Estudantil; e Controle Social: Espaço de Resistência e Autonomia.



Mais um dia de sucesso, nosso VI Seminário alcançando as expectativas!

FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

1º Dia do VI Seminário Nacional


O Seminário da Frente

Mais um sonho que vemos sendo concretizado. A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde existe há 7 anos, e hoje iniciamos a sexta edição do nosso Seminário Nacional. Isso mesmo. Em apenas um dos 7 anos da história da Frente, que não conseguimos recursos financeiros e forças humanas para realização do seminário. Em todos os outros anos realizamos o Seminário Nacional, a começar por aquele que fundou a organização em 2010.

Outro êxito que temos conseguido, é cumprir a proposta de rodar o país com o Seminário Nacional. Já contemplamos 4 das 5 regiões brasileiras, faltando apenas a Região Norte. Mas, no momento certo vai ser realizado lá, com certeza! 

A proposta de revezar a região brasileira para a realização do Seminário é utilizarmo-nos do evento como ferramenta para ampliar os laços da Frente nos locais, em especial, contribuir na criação ou fortificação dos fóruns estaduais de Saúde. E com muito contento, este ano o Seminário foi ao Centro-Oeste e pôde ser recebido e construído pelas companheiras e companheiros da Frente Goiana contra a Privatização da Saúde.

VI Seminário da Frente Nacional - 1º Dia

Pela manhã, quem já tinha conseguido chegar para o Seminário participou do Ato Público que ocorreu em Goiânia. Hoje, 25 de Novembro, foi mais um Dia Nacional de Paralisação que gira em torno da pauta da PEC 55 (anterior PEC 241), em posição contrária a sua aprovação no Congresso Nacional. A PEC 55 faz diminuir o investimento do Estado brasileiro nas políticas sociais (Educação, Saúde, Assistência Social, Previdência, etc.), fazendo a população, em especial a população mais pobre, pagar por uma dívida e um suposto déficit público que ela não causou. Atos públicos e outras mobilizações ocorreram ao longo de todo o país, e em Goiânia não foi diferente. 



À tarde ocorreram as oficinas. À noite ocorreu a Mesa de Abertura, seguida da Conferência Contexto atual e repercussão no Sistema Único de Saúde.



FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Transmissão online do VI Seminário!



Passamos para relembrar que parte do VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde terá transmissão online!

A parte do Seminário que transmitiremos online são as duas Conferências (mesas redondas e debate), conforme abaixo:

-> 25/11, sexta-feira, de 17h30 as 22h00. Abertura do VI Seminário e Conferência Contexto atual e Repercussão no Sistema Único de Saúde. PalestrantesLuis Eduardo Acosta Acosta - Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN); Gilmar Geraldo Mauro - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Vitor Guimarães - Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST); Edileuza Garcia Fortuna – SindSaúde/SC; Edmilson Costa - Partido Comunista Brasileiro (PCB).

-> 26/11, sábado, de 08h30 as 12h00. Conferência O Desmonte do SUS e os Movimentos de Resistência. PalestrantesMaria Inês Sousa Bravo - Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde; Flaviana Alves Barbosa - Sindsaúde/GO.

Para assistir online, basta se inscrever no formulário, assinalando a opção Assistir pela Internet. Acesse o formulário CLICANDO AQUI.

A transmissão ocorrerá através do nosso Canal do Youtube:
https://www.youtube.com/ContraPrivatizacaoBrasil


ESPERAMOS A SUA PARTICIPAÇÃO!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

VI Seminário da FNCPS: Lista de Hotéis



Fizemos uma lista de hotéis próximos ao local de realização do VI Seminário. 

E melhor: negociamos com os respectivos hotéis, preços com desconto para os participantes do Seminário. 

Os detalhes e instruções se encontram no documento. Clique aqui para acessar.

Informações completas sobre o VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde: CLIQUE AQUI.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

VI Seminário: Regulamento para envio de resumos e apresentação de trabalhos




Conforme já divulgado em nossa programação geral, faz parte do VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde a apresentação de trabalhos através de pôsteres e momento de apresentação.

Se você se interessa, confira as orientações CLICANDO AQUI

Mas, não se confunda: a inscrição de trabalho e apresentação não é obrigatória para participação no VI Seminário. A programação é mais ampla e aberta à participação de todas as pessoas interessadas. A apresentação de trabalhos é apenas uma parte da programação.

Lembrando que as inscrições para o VI Seminário já estão abertas. As inscrições servem tanto para quem irá pessoalmente ao evento, quanto para assistir online. 

Acesse o formulário de inscrição CLICANDO AQUI

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

VI Seminário Nacional: Inscrições Abertas!




De um mês para cá, temos lançado as informações sobre o VI Seminário Nacional da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde conforme vão saindo.

Agora, com muita alegria, anunciamos que as inscrições estão abertas!

As inscrições podem ser feitas tanto para quem vai até o Seminário quanto para acompanhar à distância (online). 


Não viu nossas postagens anteriores? 

Saiba mais sobre o VI Seminário clicando aqui.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Programação Geral do VI Seminário




Conforme antecipamos no mês passado, em novembro realizaremos o nosso VI Seminário Nacional (clique aqui e saiba mais).

Na divulgação, ainda não tínhamos definida a Programação Geral. Como prometido, aqui está!

Em breve, divulgaremos a programação detalhada, com os nomes dos debatedores de cada conferência, etc.

As inscrições podem ser feitas tanto para quem vai até o Seminário quanto para acompanhar à distância (online). 


Basta acessar o formulário de inscrição CLICANDO AQUI


Programação Geral do VI Seminário da 
Frente Nacional contra a Privatização da Saúde


25/11/2016, sexta-feira

Pré-Seminário

08h30 - 12h30

- Oficinas

14h00 - 16h30

- Ato Público em Defesa do SUS

Seminário

17h30 - 22h00 

- Abertura do VI Seminário

- Conferência: Contexto atual e repercussão no Sistema Único de Saúde

26/11/2016, sábado

08h30 - 12h00

- Conferência: A Saúde no Contexto Latino-Americano e Brasileiro
13h30 - 16h00

- Grupos Temáticos sobre a organização da luta

16h00 - 20h00

- Reunião do Colegiado da FNCPS

18h00 - 20h00

- Exposição e apresentação de pôster

20h00 - 21h00

- Síntese dos pôsteres

27/11/2016, domingo


08h30 - 10h30

- Reunião dos fóruns e frentes de saúde municipais, regionais e estaduais

10h30 - 12h30

- Apresentação de propostas dos fóruns e frentes 

14h00 - 18h00

- Plenária Final

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde



Com imensa felicidade comunicamos que mais uma vez conseguimos concretizar a realização anual do nosso Seminário Nacional, que já chega à 6ª edição.

Sempre com a proposta de circular pelo país, desta vez a região brasileira que recebe o Seminário é a Centro-Oeste, na cidade de Goiânia, estado de Goiás. A brava gente da Frente Goiana contra a Privatização da Saúde se comprometeu e será a principal força de organização do VI Seminário.

Ainda não fechamos local e programação. Porém, as datas estão confirmadas. Por isso, adiantamos a divulgação desde já, visando facilitar o agendamento e planejamento de quem se interessar. Os dias do Seminário são 25, 26 e 27 de Novembro de 2016, sexta-feira a domingo.

Se você estiver interessada(o) em participar, mas pensa, "Nossa, estou interessada(o), mas nunca participei da organização da Frente antes, ou do Fórum local... Será que posso participar?", a resposta é... SIM! Você será muito bem-vinda(o)! Afinal, um dos objetivos e importância dos nossos seminários é de aproximar as pessoas às nossas lutas, sendo uma ótima oportunidade para começar a participar.

Local

Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás - FE/UFG

Rua 235, número 327, Setor Leste Universitário, Campus I da UFG. Clique aqui para acessar mapa

Inscrições

As inscrições podem ser feitas tanto para quem vai até o Seminário quanto para acompanhar à distância (online).

Basta acessar o formulário de inscrição CLICANDO AQUI

Para saber mais sobre a transmissão online, clique aqui.

Programação


Transmissão online

A parte do Seminário que transmitiremos online são as Conferências (mesas redondas e debate) de 6ª feira e de sábado, conforme a programação acima.

Os nomes e outras informações dos componentes de cada Conferência serão divulgados o mais breve quanto possível. Estamos aguardando algumas confirmações.

Para assistir online, basta se inscrever no formulário, assinalando a opção Assistir pela Internet. Acesse o formulário CLICANDO AQUI.

A transmissão ocorrerá através do nosso Canal do Youtube:
https://www.youtube.com/ContraPrivatizacaoBrasil

Inscrição de resumos e apresentação de trabalhos

Como você pode perceber, faz parte do VI Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde a apresentação de trabalhos através de pôsteres e momento de apresentação. Se você se interessa, confira as orientações CLICANDO AQUI.

A inscrição de trabalho e apresentação não é obrigatória para participação no VI Seminário. A programação é mais ampla e aberta à participação de todas as pessoas interessadas. A apresentação de trabalhos é apenas uma parte da programação.

Hospedagem

Fizemos uma lista de hotéis próximos ao local de realização do VI Seminário. E melhor: negociamos com os respectivos hotéis, preços com desconto para os participantes do Seminário. Os detalhes e instruções se encontram no documento. Clique aqui para acessar

ESPERAMOS POR VOCÊ!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Divulgando: 24/04/2014, Goiânia/GO - Ciclo de Debates do CEBES


Companheir@s defensor@s do SUS! 

O Cebes Goiás inicia um ciclo de debates cujo enfoque será a conjuntura da Saúde em Goiás. O primeiro tema a ser debatido: A gestão do SUS em Goiás e as terceirizações

Por isso, convidamos @s interessad@s no tema a participarem da atividade. Em tempos de ofensiva (neo)liberal, em que o capital não respeita nem mesmo as condições de saúde das pessoas e mercantiliza tudo o que encontra pela frente, é de fundamental importância desvelarmos o que existe por trás das "fórmulas mágicas de gestão" e entendermos o porquê do recrudescimento da campanha ideológica de desqualificação dos serviços públicos. 

(Clique na imagem para ampliar)





















*Enviado pelo Comitê contra a Privatização de Goiás

domingo, 14 de julho de 2013

"As Organizações Sociais (OSs) e o pensamento único', artigo de Renato Cardoso Nascimento

Publicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 14/07/2013

Organizações Sociais e o pensamento único

“As ideias dominantes de uma época sempre foram as ideias da classe dominante.”

Karl Marx, Manifesto do Partido Comunista

No dia 06 de junho último, participei de um seminário realizado em Goiânia, cujo tema foi: “As Organizações Sociais e as parcerias na área da Saúde: aprofundando o debate”. Nas linhas que seguem tenho a pretensão de tecer críticas construtivas sobre o evento. Não sobre a organização em si que, diga-se de passagem, foi a contento. A qualidade e o gabarito dos palestrantes também são indiscutíveis; todos, entre mestres e doutores, juristas e médicos, dominam com maestria o tema em comento. A entidade organizadora é idônea e possui credibilidade nos âmbitos local e nacional.

As questões que me deixaram surpreso e ensejam a crítica dizem respeito ao objeto e à condução do debate, e elas se inter-relacionam. Preliminarmente, registro que não houve debate, e sim uma DEFESA do modelo de gestão administrativa e financeira de unidades públicas de saúde por intermédio das chamadas Organizações Sociais - OSs (em alguns momentos, discutiu-se a participação do terceiro setor lato sensu nas atividades estatais). Debate pressupõe a exposição de argumentações contrárias e favoráveis sobre determinado assunto ou ideia, o que não ocorreu. Os palestrantes, de uma forma geral, limitaram-se a enaltecer a gestão do serviço de saúde pública por OSs e a desqualificar o serviço prestado diretamente pela administração pública.

Todos temos o direito de concordar com o referido modelo de gestão ou de discordar do mesmo; isto é legítimo, salutar e democrático. Todavia, a instituição organizadora deveria ter deixado claro qual seria o direcionamento dado à discussão, quando do anúncio do seminário. Pelo título, passaram a impressão de que haveria posicionamentos contrários e a favor, já que intuito era o de “aprofundar o debate”.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"Excelência nos serviços" de saúde em Goiás? Mentira!


TERÇA, 29 DE JANEIRO DE 2013

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 07/02/2013

Fonte: froes-explica.blogspot.com.br

Saúde pública de Goiás: onde está a “excelência nos serviços”?


Por Frei Marcos

O vice-governador de Goiás, José Eliton, afirmou que a saúde pública “passa por um processo de excelência nos serviços levados à população” (Diário da Manhã, 10/01/13, p. 10) e o diretor-geral do Hospital Geral de Goiânia (HGG), André Luiz Braga, afirmou que “o atendimento de qualidade e humanizado” ao usuário do SUS é o objetivo que norteia o trabalho dos hospitais públicos (Ib., 11/01/13, p. 5). Que propaganda enganosa! Não seria o caso de acionar o Procon? Esses senhores, ou não conhecem a realidade, ou fingem de não conhecê-la, ou - o que é pior - zombam da cara do nosso povo sofrido. A realidade é bem diferente da que foi apresentada.

Vejam só algumas situações que já foram divulgadas pela mídia e falam por si mesmas.

Recente manchete da imprensa noticia: 
"Cais [Centro de Atenção Integrada em Saúde]: após um ano, denúncia de descaso no atendimento em unidade de saúde se repete”; “Saúde volta a ser caso de polícia”; “Angústia, dor e indignação. Os sentimentos se misturam em longas filas de espera por atendimento nos 13 Cais (Centros de Atendimento Integral à Saúde) e Ciams (Centros Integrados de Assistência Médico-Sanitária) da capital. Muitas vezes, os pacientes são mandados para casa ou orientados a procurar socorro em outra unidade de saúde. Situação fez paciente denunciar descaso ao Ministério Público." (O Popular, 15/01/13, 1ª página).
Maurílio Alves Batista Junior denuncia: “Temos assistido diariamente nas redes televisivas os descasos que vêm vitimando os idosos, a começar pelos Cais e hospitais públicos de Goiânia. Aqui os idosos estão morrendo por falta de leitos de UTI, como é o caso de Nivaldo Moreira da Silva, de 75 anos”. Ele, que sofria de problemas cardíacos graves, peregrinou pelo Cais do bairro Goiás, “onde havia apenas dois pediatras de plantão”; peregrinou pelo Cais do Setor Novo Horizonte, “onde a situação estava pior, pois havia 180 pessoas na fila e a senha dele seria a 181”; peregrinou pela Santa Casa de Misericórdia, “onde foi constatado que precisaria de um procedimento que dependia do SUS, ou seja, passar por uma unidade pública para depois receber o encaminhamento” (Ib., 21/01/13, p. 6. Cartas dos Leitores). Finalmente - diz ainda Maurílio - depois de mais de 30 horas de espera pela UTI, surgiu uma vaga no Hospital do Jardim América, mas, como Nivaldo não tinha condições financeiras para pagar cerca de 500 reais pela UTI móvel privada - que o transportaria com segurança - não resistiu e veio a óbito. 

Que situação lamentável! Que crime!

domingo, 4 de novembro de 2012

Ministro da Saúde elogia modelo de gestão por OS em Goiás


Hugo já conta com 32 novos leitos: 18 de retaguarda, distribuídos em seis enfermarias que foram reformadas, e 14 UTIs. Padilha também anunciou novos investimentospara o hospital e entregou seis novas ambulâncias para o Samu.

PUBLICADO DIA 25/10/2012 ÀS 09:30

Em visita à capital, na terça-feira (23/10/2012), para entregar oficialmente, no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), 32 novos leitos de retaguarda e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o modelo de gestão por meio de Organizações Sociais (OSs) para gerir as unidades públicas de saúde, como é o caso do Hugo. “Desde que foi criado, o Sistema Único de Saúde sempre valorizou a possibilidade de parcerias. O importante é que a fiscalização e o controle sejam públicos”, destacou Padilha.

Em entrevista coletiva à imprensa, o ministro foi questionado sobre o fato de, no passado, o sistema ter sido combatido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) - então preocupado com a privatização dos serviços públicos - e, hoje, representar uma “parceria” entre os órgãos estatais e instituições privadas. “Privatização é separar leitos da rede pública para atendimento particular”, argumentou. “No SUS, com esse sistema de administração por OSs, é fundamental que exista coordenação pública e que não haja dupla cota. Nesse sentido, o Ministério da Saúde vai acompanhar sempre a regulação e o planejamento nas unidades públicas, para garantir um atendimento de qualidade”, acrescentou.