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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Contrato com EBSERH tem mais de um ano e crise no HC-UPR só aumenta


O contrato firmado com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) pela Universidade Federal do Paraná prometia trazer melhorias e resolver os problemas do Complexo Hospital de Clínicas (CHC),  que inclui o Hospital de Clínicas (HC) e a Maternidade Victor Ferreira do Amaral. Um ano e três meses após a assinatura do acordo de co-gestão com a Universidade a situação piorou, na avaliação de profissionais de saúde, funcionários terceirizados, professores e pacientes ouvidos pelo jornal Tribuna.

De acordo com trabalhadores, desde que a Ebserh assumiu a administração em outubro de 2014,  faltam materiais e suprimentos básicos, como luvas e seringas; profissionais foram desviados de atividade, atuam em dupla função e sofrem assédio moral; professores e residentes sentem que a função de Ensino da instituição foi prejudicada; e pacientes sofrem com longas esperas e procedimentos cancelados por falta de insumos.

Falta de material

A estudante Daísa Lourenço Nogueira fez um desabafo em e-mail enviado ao jornal na semana passada. Seu irmão de 22 anos, diagnosticado com leucemia linfoide aguda e em tratamento no HC, precisava de uma transfusão de sangue urgentemente. “O banco tem o sangue, mas não tem os suprimentos necessários de teste e preparo para que [o sangue] seja aplicado [...] Outros pacientes com o mesmo problema estão há mais de três semanas esperando por quimioterapia. O hospital todo está apresentando falta de medicamentos e outros itens [...] Por que isso está acontecendo? Estamos falando de um hospital referência”, relatou. Poucos dias depois, o irmão dela faleceu.

Um servidor da UFPR que trabalha no centro cirúrgico do HC e preferiu não se identificar, conta que técnicos de enfermagem e enfermeiros recebem a indignação de familiares quando um procedimento é cancelado por carência de insumos. “O pessoal vem em cima de nós. Às vezes, o paciente já fez o jejum, já criou uma expectativa, e a cirurgia é cancelada por falta de material”.

domingo, 21 de setembro de 2014

Imagem do Dia: Única Saída?

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sábado, 21 de junho de 2014

Nota de Repúdio do Fórum de Saúde de Londrina ao autoritarismo na UFPR


Nota de Repúdio contra o Autoritarismo utilizado pela Reitoria da UFPR para implantar a Privatização no Hospital de Clínicas

O Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região vem por meio deste, repudiar a atitude do Sr. Reitor da UFPR. O mesmo utilizou-se de meios arbitrários e autoritários para tentar conseguir “goela abaixo" a EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Contratou cerca de 150 seguranças privados para coibir a participação dos manifestantes (funcionários públicos com longos anos de carreira, profissionais de Saúde, estudantes da área de Saúde e usuários do SUS). Usou do aparato da polícia militar para agir com violência, policiais se lançavam para cima dos manifestantes para provocar e incitar a violência. Marcou reunião do Conselho Universitário em cima da hora e fora da universidade, para ninguém da comunidade universitária participar, mesmo os mais interessados: os profissionais do Hospital de Clínicas e estudantes de Saúde. Utilizou-se também da polícia para escoltar o ônibus com os conselheiros universitários favoráveis à EBSERH. Todos estes fatos reiteram a forma autoritária com que o mesmo tem colocado a questão para o HC de Curitiba.

A reitoria desqualificou quem vinha de fora de Curitiba, incitando o ódio, chamando os de “satanistas” e “ comunistas comedores de criancinhas”. Caro reitor, o SUS é público, é regionalizado e todos do interior do Paraná e de outras cidades e estados do Brasil tem direito de acesso ao HC.

O Movimento em Defesa do HC é legítimo e o Fórum continuará se solidarizando com os inúmeros profissionais que correm o risco de perderem seus empregos (mais de 900), com a população que perde com a privatização (lucro acima de tudo, dupla porta de entrada para ricos e pobres, abertura para cobrança de procedimentos).

O Movimento só obteve êxito porque conseguiu na justiça uma liminar favorável, no sentido de que a reunião era ilegal porque marcada em cima da hora.

A EBSERH já tem mostrado em vários hospitais a corrupção e recentemente greve nos Hospitais Universitários do Rio de Janeiro e Brasília! Com menos de 1 ano a EBSERH mostra a todos a que veio!

O HC é de todos nós paranaenses! E de todos os brasileiros! Seguimos na Luta!

Londrina, 14 de junho de 2014
FÓRUM POPULAR EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA DE LONDRINA E REGIÃO
FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Reitoria da UFPR quer voltar atrás e entregar gestão do HC para EBSERH


Recentemente, a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi surpreendida com declarações do reitor da Universidade, Zaki Akel Sobrinho, nos principais veículos da imprensa do Paraná, sobre o retorno da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) à pauta dos Conselhos da UFPR.





Em suas declarações, o reitor afirma que a proposta deverá ser apresentada e votada pelos integrantes do Conselho Universitário (COUN) em regime de urgência no dia 05 de junho, como uma solução para resolver o problema causado pela imposição da demissão dos servidores contratados via Fundação da UFPR (FUNPAR) – por determinação da Justiça do Trabalho – e a situação financeira do Hospital de Clínicas (HC). Segundo o reitor, a dívida já ultrapassa R$ 10 milhões. 

Entretanto a mudança de posicionamento vai contra todo o histórico de luta da comunidade acadêmica contra a EBSERH e se opõe à própria decisão do Conselho Universitário da UFPR, que em agosto de 2012 aprovou por aclamação uma resolução contrária à Empresa.
Houve consenso entre os conselheiros de que a entrega da gestão do HC para a Empresa aumentaria a precarização do trabalho e colocaria em risco o papel acadêmico desempenhado pelo Hospital. Com a resolução negando a adesão total ou parcial à Empresa, o Conselho Universitário reafirmou a posição adotada em abril de 2011, quando aprovou por unanimidade uma moção de repúdio à Medida Provisória 520, que iniciava o processo de criação da EBSERH.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sob pressão da luta, EBSERH não entrou na pauta do CoUn-UFPR

28/11/2013

Em dia de luta: técnicos, estudantes e docentes unidos contra a EBSERH

Por Imprensa do Sinditest


Neste dia 28 de novembro de 2013, a "Frente de Luta Pra Não Perder o HC", composta pelo Sinditest, APUFPR e diversas entidades e coletivos que representam os estudantes, mostraram força e unidade na luta contra a entrada da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná - HC-UFPR.

A manhã foi marcada por diversas atividades. Entre elas, destacamos a Assembleia do Sinditest que avaliou o indicativo de greve, a Aula Pública sobre a EBSERH realizada no pátio da Reitoria e a seção do CoUn (Conselho Universitário).

Assembleia do Sinditest aprova Estado de Alerta Permanente contra a EBSERH

A unidade e pressão realizada através da luta foram importantes para que a EBSERH não entrasse na pauta do último CoUn do ano. Essa é uma vitória dos trabalhadores, estudantes e de todas aquelas e aqueles que defendem a Educação e a Saúde Pública.

Na assembleia anterior, tínhamos aprovado o indicativo de greve para 28/11, caso a EBSERH fosse colocada em pauta no Conselho. Isso não ocorreu, e por isso a assembleia do sindicato decidiu por manter estado de alerta permanente contra a EBSERH.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Presidente Dilma chantageia a UFPR a aderir a EBSERH

31/10/2013

A quem ainda achava que a chantagem do governo de Dilma Rousseff em fazer as universidades aderirem a Ebserh estava nas entrelinhas, no campo do implícito, eis uma prova cabal de que não tem nada de "poesia" na situação; a chantagem é explícita e declarada. Digitamos a notícia e dispomos logo abaixo.

Presidente diz que não falta verba ao HC-UFPR, mas pede adesão

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem ontem que o fechamento de vagas no Hospital de Clínicas, em Curitiba, não ocorreu por falta de recursos. Ela disse que a recusa da UFPR em aderir a uma empresa federal gerou o problema, que acabou resultando no fechamento de 94 leitos no HC, neste mês.


"A UFPR tem de aderir para poder contratar pessoal. Não é falta de dinheiro, é porque tanto o MP quanto o TCU não mas aceitam contratação via fundações", argumentou, em entrevista à rádio Banda B e à rádio Cultura, de Foz do Iguaçu.

Segundo a presidente, 23 das 33 universidades [federais] brasileiras já aderiram à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), criada em 2011. "Isso significa que 34 hospitais universitários, de um total de 47, já estão resolvendo seu problema, fazendo concursos públicos", completou.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Debate e ato contra a EBSERH mostraram disposição de luta dos trabalhadores do HC-UFPR

15/10/2013 - Geral
Por Imprensa do Sinditest-PR


No último dia 11 de outubro, mais de 400 trabalhadores lotaram a Sala 2 do Hospital de Clínicas, para participar do debate sobre EBSERH promovido pelo Sinditest-PR.


A mesa contou com a participação de Nadja Lopes, coordenadora do Sintufal (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas) e de Janine Vieira Teixeira, coordenadora Geral da Fasubra e do Sintufes (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Espírito Santo). Nestas duas universidades a EBSERH foi aprovada e tem significado um forte retrocesso aos trabalhadores e também para a universidade pública.

Após a mesa de debate os trabalhadores fizeram um ato contra a EBSERH em frente ao Hospital de Clínicas. Para simbolizar a luta dos trabalhadores contra a privatização dos Hospitais Universitários, vários balões com a palavra de ordem “Ebserh aqui Não” foram lançados ao céu durante o ato.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Diretores do Sinditest-PR têm liberações de ponto cassadas


17/01/2013

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 23/01/2013

Fonte: http://www.cutsp.org.br

Reitoria da UFPR cassa liberação de dirigentes sindicais

A ação, considerada pelo Sinditest-PR arbitrária e antissindical, é uma resposta da direção da universidade às mobilizações do sindicato

Por Pedro Carrano, 
de Curitiba (PR)

Os integrantes da direção do Sinditest-PR, sindicato dos trabalhadores do ensino superior público de Curitiba e região metropolitana e litoral do Paraná, tiveram que se reapresentar na última segunda-feira (14/01/2013) na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para retornar ao trabalho nas suas respectivas funções, retomando a antiga lotação e posto de trabalho.

Os trabalhadores, que devido a atuação sindical eram liberados das atividades laborais na universidade, foram intimados a voltar ao trabalho a partir de uma ação do Ministério Público Federal (MPF). Segundo o Sinditest-PR, a decisão do MPF foi baseada em uma denúncia anônima imprecisa e responde a uma ação arbitrária e antissindical por parte da universidade, já que cada categoria tem o direito de possuir representantes liberados para o trabalho sindical. Por conta disso, o setor jurídico do Sinditest-PR aponta uma denúncia para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), tendo em vista a Convenção 151, que recomenda o direito do servidor público à organização.

Os seis dirigentes da gestão “Mudando o Rumo dos Ventos”, desde 2012 na condução do sindicato, formalizaram a apresentação à universidade. A UFPR retirou as liberações por meio de intimações dirigidas individualmente para cada dirigente. “Entendemos que houve um acordo político com a reitoria, como sempre houve com todas as outras gestões. Não havia notificação à entidade sindical. Nós fomos acionados pelas chefias das mais diferentes formas”, critica Carla Cobalchini, dirigente e funcionária da UFPR, quem recebeu ofício de retorno vindo de dois locais de trabalho diferentes.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Governo Federal e Reitoria da UFPR articulam um grande ataque ao Sinditest-PR



21/12/2012

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 03/01/2013


Ação conjunta do Governo Federal, Reitoria, Ministério Público Federal, CGU e Procuradoria Federal na UFPR pretende cassar as liberações dos dirigentes do Sinditest-PR e ameaçá-los de exoneração

Por Sinditest

A gestão do Sinditest “Mudando o rumo dos ventos” alertava os servidores técnicos administrativos que a vitória do candidato Zaki Akel à Reitoria da UFPR não significaria qualquer avanço para os direitos dos trabalhadores. E lembrava também que, caso fosse reeleito, o atual Reitor Zaki Akel Sobrinho iniciaria sua gestão com ataques diretos à organização e às condições de trabalho de nossa classe.

Surpreendentemente, mesmo antes de sua posse, os ataques já se iniciaram.

As liberações dos dirigentes sindicais: uma conquista dos trabalhadores que está ameaçada!

Depois de um intenso processo histórico de lutas e resistência, os trabalhadores conquistaram o direito à organização de entidades livres e independentes dos patrões e dos governos.

O resultado desse processo de lutas foi a conquista da liberação de dirigentes sindicais eleitos para representarem suas bases, afastando-se de suas tarefas nos locais de trabalho para se dedicarem ao trabalho de organização sindical.

Portanto, o direito às liberações deve ser entendido como uma conquista de nossa categoria para que possamos nos organizar da melhor forma possível para enfrentar nossos inimigos de classe, em nosso caso específico, Reitoria/governo federal, que aplicam políticas de retirada de direitos, de assédio moral institucional e também ataques à livre organização dos trabalhadores.

No caso do Sinditest, ao longo desses vintes anos de sua existência, sempre tivemos mais do que quatro diretores liberados para as tarefas sindicais. Gestão após gestão, tanto nas Reitorias, quanto na própria entidade, sempre foi acordado entre as partes, que em respeito ao direito de organização os trabalhadores teriam direito a mais liberações do que o mínimo estipulado pela lei federal, que, diga-se de passagem, não coloca qualquer empecilho para isso, inclusive por conta do princípio da autonomia universitária.