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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Michel Temer sanciona pulverização de agrotóxicos em áreas urbanas

28/06/2016

A proposta do Sindicato de Aviação Agrícola (Sindag) veio coincidentemente no mesmo ano em que a venda de agrotóxicos recua 20%


Por Campanha Permanente contra os agrotóxicos e pela Vida

O vice-presidente em função de presidente interino Michel Temer sancionou ontem a Lei nº 13.301/2016, que dispõe sobre medidas de controle do mosquito Aedes aegypti. No texto da lei, consta a “permissão da incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida”. Ou seja, preparem seus guarda-chuvas, pois em breve vai chover veneno na sua cabeça.


Mesmo que a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, a Abrasco, o Consea, o Conasems, o Conass, a Fiocruz, o próprio Ministério da Saúde e tantas outras instituições tenham se posicionado contra, a sede de lucro falou mais alto. A proposta veio justo do Sindicato de Aviação Agrícola - Sindag, coincidentemente no mesmo ano em que a venda de agrotóxicos recua 20%.

A pulverização aérea para controle de vetores, além de perigosa, é ineficaz. Anos e anos de aplicação de fumacê serviram apenas para selecionar os mosquitos mais fortes, forçando o aumento nas doses de veneno e a utilização de novos agrotóxicos. Os efeitos na saúde da população exposta à pulverização aérea nas lavouras está extremamente bem relatado no Dossiê Abrasco.

A pulverização aérea é perigosa porque atinge muitos outros alvos além do mosquito. E justo por isso, é também ineficaz. O agrotóxico será pulverizado diretamente sobre regiões habitadas, atingindo residências, escolas, creches, hospitais, clubes de esporte, feiras, comércio de rua e ambientes naturais, meios aquáticos como lagos e lagoas, além de centrais de fornecimento de água para consumo humano. Atingirá ainda, indistintamente, pessoas em trânsito, incluindo aquelas mais vulneráveis como crianças de colo, gestantes, idosos, moradores de rua e imunossuprimidos.

Ainda que a lei aprovada exige a aprovação das autoridades sanitárias, sabemos que o atual ministro interino de Saúde partilha dos mesmos interesses sujos, e não deve demorar muito a aprovar medidas, ou iniciar temerosos testes em populações feitas de cobaia.

Não reconhecemos este governo, e lutaremos até o fim para que o prejuízo da indústria de agrotóxicos não seja recuperado às custas da nossa saúde.

Assine aqui o abaixo-assinado eletrônico para marcar a sua posição contrária CLICANDO AQUI.

Saiba mais (clique em cima para ver):


Confira também as notas públicas:





*Retirado do ABRASCO

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"Alerta: o SUS precisa de mais recursos públicos. Os planos de saúde, não!" - Manifesto da Abrasco e Cebes

Publicado em: 02/10/2013 09:12:00


Alerta: o SUS precisa de mais recursos públicos. Os planos de saúde, não!

Pela revogação da intermediação de recursos do BNDES para as Unimeds

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), por ocasião do 2º Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, vem a público repudiar a utilização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como intermediário da concessão de créditos às cooperativas médicas Unimeds, conforme anúncio do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Fernando Pimentel, durante a Convenção Nacional da Unimed, dia 20 de setembro, em Belo Horizonte/MG.

Modalidade de planos de saúde que mais cresce no mercado de assistência médica suplementar, o Sistema Unimed conta com 323 operadoras que, juntas, faturaram R$ 33,9 bilhões em 2012. Organizações pródigas em gastos com publicidade, o que inclui patrocínio a times de futebol, as Unimeds são, entre os planos de saúde, as empresas que mais contribuem com financiamento de campanhas eleitorais.

A destinação de créditos do BNDES tem, dentre outros propósitos, o de ampliar a rede de hospitais próprios da Unimeds, estabelecer convênios com o SUS e obter as mesmas vantagens das instituições filantrópicas. 

domingo, 21 de abril de 2013

Divulgando! Ato Público "Os planos de saúde vão acabar com o SUS?"

Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 21/04/2013

Data: 26/04/2013
Horário: 09h00 às 12h00

Local: Auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública (Avenida Doutor Arnaldo, 715, Consolação, São Paulo)

Realização: Instituto Brasileiro de Defesa da Consumidor - IDEC 
Apoio: Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO, Centro Brasileiro de Estudos da Saúde - CEBES, Associação Paulista de Saúde Pública - APSP, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo - CREMESP, Faculdade de Saúde Pública da USP

Confirme a presença de sua instituição através do email:

institucional@idec.org.br


Para se inscrever clique aqui


O Ato será trasmitido ao vivo pelo canal da USP 


Escolha no lado esquerdo da página o nome do evento para assistir.

Programação

09h às 09h30 - Abertura
Marilena Lazzarini, Presidente do Conselho Diretor do Idec
Professora Dra. Helena Ribeiro, Diretora da Faculdade de Saúde Pública/USP 

09h30 às 10h30 - Mesa de Aquecimento da Plenária 
Coordenação: Mário Scheffer - Departamento de Medicina Preventiva/FMUSP e membro do Conselho Diretor do Idec 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Edição da Radis de fevereiro de 2013 está no ar



Publicada em 06/02/2013


Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 07/02/2013


Com o título "10° Abrascão – Desenvolvimento e equidade caminham juntos", já está disponível a versão online da revista Radis, edição n° 125, de fevereiro de 2013. 

A reportagem de capa, intitulada "Não há riqueza sem saúde", discute as seguintes questões: qual desenvolvimento para qual saúde? De onde e de quem partem as demandas em saúde, ciência e tecnologia? Como sair da servidão ao mercado e trazer o foco da agenda para as demandas da sociedade? Como atender a essas demandas sem recursos suficientes? Essas questões movimentaram os debates do congresso realizado em Porto Alegre, de 14 a 18 de novembro de 2012.

Outra reportagem de destaque, "O olhar de Dona Palmira", enfoca o ponto de vista da líder comunitária Palmira Sergio Lopes. De acordo com a revista, na tarde do dia 15/11/2012, a moradora do assentamento Novo Salvador, localizado na fronteira entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, após cantar versos que compusera sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), foi convidada pelo ministro Alexandre Padilha para compor a mesa. Na solenidade, ela recitou os mesmos versos e cobrou mais atenção para os saberes tradicionais: “Minha gente, precisamos nos organizar para promover o encontro dos gestores com a educação popular”, conclamou, aplaudida de pé pelo auditório. 

Palmira disse ter ficado triste quando, na 14ª Conferência Nacional de Saúde, em 2011, se debateu a privatização do sistema. “Nem em sonho se pode privatizar”, alertou, recitando um dos versos. Também mostrou conhecer os impactos dos agrotóxicos e o caminho que o produto percorre até danificar a saúde dos moradores da região onde vive. “O usineiro é quem está por trás disso, o homem do dinheiro. O tomate que a gente planta normal e bota em casa, ele vai amadurecendo até ficar bem vermelhinho. O com agrotóxico não amadurece, fica preto”, explicou.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cerceamento em pesquisas pauta Abrascão 2012


 Publicada em 21/11/2012

O que é possível encontrar em comum em uma pesquisa sobre planos de saúde, justiça ambiental e qualidade de hospitais manicomiais? Simples, todas as três sofrem com problemas de cerceamento. Esse foi o foco do painel coordenado pelo pesquisador da ENSP Paulo Amarante durante o 10º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. Entre os expositores estava o pesquisador da Escola Marcelo Firpo, e o tema proposto para debate foi "Cerceamento da pesquisa em saúde no Brasil". Segundo Amarante, trata-se de um debate pouco aprofundado que precisa cada vez mais ser incorporado nos encontros científicos pelo país. 

A vice-presidente da Abrasco e pesquisadora da UFRJ, Ligia Bahia, foi a primeira a se apresentar relatando sua experiência negativa com uma pesquisa realizada por meio de edital do CNPq. O objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade e a cobertura básica oferecida por diferentes planos de saúde do Brasil. O edital recebeu investimentos de R$ 86 mil em 2006, e, com a verba, a equipe analisou dez empresas que ofereciam planos de saúde no Rio de Janeiro e dez em São Paulo. Os resultados, segundo a pesquisadora, mostraram diversas mazelas, pois os serviços contratados não ofereciam coberturas propostas, tais como parto ou hospitais com centros cirúrgicos.

Por dentro e por fora do SUS: a saúde cada vez mais privada


19/11/2012

Fonte: http://pensovisual2.blogspot.com.br

Por Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde JoaquimVenâncio (EPSJV/Fiocruz)

Aumento da participação da iniciativa privada na saúde foi tema de debate no último dia do Abrascão.
Com cerca de 2 mil pessoas, o debate 'Público x Privado na Saúde', no último dia do Abrascão, trouxe à tona o tema que mais esteve presente nas cerca de 100 atividades ao longo de quatro dias de evento: a privatização da saúde. A mesa contou com a presença da professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-presidente da Abrasco, Lígia Bahia e do professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Gastão Wagner. O diretor e um dos sócios da Amil, Paulo Marcos Senra Souza, que fazia parte da programação, não compareceu ao evento.

Na abertura, Ligia Bahia apresentou um cenário dos planos de saúde no país. No total, são 1.386 empresas, sendo 320 só de planos odontológicos. Em vigor, existem 47.611.636 contratos de planos de saúde e 16.805.450 de planos odontológicos. “As pessoas adoram se vangloriar de que somos o maior sistema de saúde do mundo, mas esquecem do Japão. O que podemos afirmar é que somos o segundo maior sistema de saúde privada do mundo”, lembrou.

domingo, 18 de novembro de 2012

Frente Nacional Contra a Privatização faz ato no Abrascão


17/11/2012

Trabalhadores e estudantes e usuários do SUS manifestaram posição contrária aos "novos modelos de gestão" do SUS

Por Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio


Os gritos ecoavam pelo maior congresso de saúde coletiva do Brasil: 'O SUS é nosso, ninguém tira da gente. Direito garantido, não se troca, não se vende'. Os depoimentos endossavam a manifestação: "Eu optei pelo SUS porque sei que lá encontro um tratamento humano, de qualidade e que não faz distinção de classe social". Estas e outras tantas vozes de profissionais, usuários e estudantes da área da saúde fizeram parte do ato organizado pela Frente Nacional contra a Privatização da Saúde no dia 17 de novembro no Abrascão.

Entre os principais assuntos citados pelos manifestantes estavam a criação das Organizações Sociais (OSs), da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Fundações Estatais de Direito Privado e os ataques que pesquisadores vêm sofrendo em órgãos do governo e de empresas privadas, por conta de suas pesquisas. "Este ato é realizado por companheiros que defendem a reforma sanitária não flexibilizada, aqueles que defendem o SUS público, gratuito e de qualidade para todos", explicou o pesquisador-professor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Alexandre Pessoa. 

A privatização da saúde é debatida no Abrascão



A privatização da saúde

OS, Oscip, PPP e terceirização foram tema de debate no segundo dia do Abrascão.

Por Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio

No artigo 197 da Constituição Brasileira, é definido quem regula, fiscaliza e controla as ações e os serviços de saúde, além daqueles que executam estas atividades. A execução, além de ser exercida diretamente pelo poder público, também contempla terceiros, incluindo pessoa física ou jurídica de direito privado. Resta entender qual é esse papel e o que vem ocorrendo atualmente na saúde brasileira. A mesa redonda ‘OS, Oscip, PPP e terceirização' - coordenada por Fausto Pereira dos Santos, do Ministério da Saúde, e composta por Gonzalo Vecina, diretor do Hospital Sírio Libanês de São Paulo, Alcides Miranda, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS) e integrante do Conselho Nacional da Saúde e Lígia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante da diretoria da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) - apresentou esta realidade, as principais críticas e os caminhos a serem seguidos. 

Na abertura, Fausto Pereira saudou a plateia, composta por mais de 150 pessoas entre pesquisadores, professores e trabalhadores da saúde, e apontou o assunto como um debate necessário. "Esse fenômeno que está acontecendo já é uma realidade. E esta é uma grande oportunidade para entender diferentes pontos de vista", analisou. Atualmente, 22 estados já contam com as organizações sociais (OSs), segundo estudo concluído recentemente pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e lembrado por Lígia Bahia na ocasião. 

domingo, 13 de maio de 2012

ABRASCO lança primeira parte do dossiê que alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros

De Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva



A ABRASCO, através do seu grupo Diálogos e Convergências, coletivo composto por representantes de vários grupos temáticos da Associação, lançou ontem um dossiê sobre o impactos dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros (para acessar clique aqui). O documento, lançado no Congresso Mundial de Alimentação e Nutrição em Saúde Pública (WNRio 2012), tem como objetivo sensibilizar, por meio de evidências científicas, as autoridades públicas nacionais e internacionais para a construção de políticas públicas que posam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados por esses produtos químicos.

"O dossiê é um alerta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva à sociedade e ao Estado brasileiro. Registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no país e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos sobre a saúde pública", afirma Luiz Augusto Facchini, presidente da ABRASCO. Segundo Facchini, a identificação de numerosos estudos que comprovam os graves e diversos danos à saúde provocados pelos agrotóxicos impulsiona esta iniciativa. "Constatar a amplitude da população à qual o risco é imposto mostra a sua relevância: trabalhadores das fábricas de agrotóxicos, da agricultura, da saúde pública, a população do entorno das fábricas e das áreas agrícolas, além dos consumidores de alimentos contaminados, toda a população em fim, como evidenciam os dados oficiais", ressalta Facchini. Além dos efeitos imediatos, como intoxicação e morte, os efeitos crônicos podem ocorrer meses, anos ou até décadas após a exposição, manifestando-se em várias doenças como cânceres, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.