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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Confira a edição da Radis - fev./2018

02/02/2018

Austeridade mata: ‘Radis’ de fevereiro alerta sobre cortes orçamentários que afetam os mais pobres

A edição da revista Radis n° 185, de Fevereiro de 2018, na matéria de capa, chama a atenção para o aprofundamento do programa do Governo Federal focado no ajuste fiscal. Na avaliação de especialistas entrevistados pelo editor Adriano De Lavor, além dos cortes já aprovados em programas como o Farmácia Popular, e as já previstas consequências das reformas trabalhista e previdenciária e da aprovação, em 2016, da Emenda Constitucional que congela gastos públicos por até 20 anos, mais recentemente o “ajuste justo” recomendado pelo Banco Mundial (Bird), em relatório produzido a pedido do Governo Federal, também repercutirá nas condições de saúde do brasileiro e na própria sobrevivência do Sistema Único de Saúde. Mas qual será o impacto da aplicação de políticas de austeridade na saúde das pessoas? "Políticas de austeridade acentuam os efeitos perversos das crises econômicas sobre a Saúde, pois reduzem os orçamentos públicos em períodos de demandas ampliadas devido às repercussões do desemprego e redução de renda sobre o estado de saúde da população”, alerta a pesquisadora Lígia Giovanella, do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da ENSP.

“As medidas de austeridade propõem cortes, são propostas sempre na linha de restringir os gastos públicos, e a Saúde é uma área que acaba enfrentando este processo”, já havia alertado Fabiola Sulpino Vieira, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em entrevista concedida ao Observatório de Análise Política em Saúde (Oaps), em 2016. Ela é autora da nota técnica “Crise econômica, austeridade fiscal e saúde: que lições podem ser aprendidas?”, publicada em agosto daquele ano. Fabiola explicou que, na hora que os cortes no orçamento da Saúde chegam, diminui a capacidade de resposta do sistema justamente no momento em que este precisa ter mais recursos para fazer frente às demandas que estão aumentando. “Se as pessoas não têm dinheiro, se elas perderam a fonte de renda delas, diminui a capacidade de pagamento direto do bolso — quando se compra o medicamento ou paga por algum serviço de Saúde — e aumenta a demanda no serviço público”, previu.

A matéria da Radis indaga: quem são os mais vulneráveis a estas mudanças? Há evidências suficientes que comprovam que o maior impacto é sobre os mais pobres, visto que a austeridade aumenta as desigualdades socioeconômicas, advertiu Gulnar Azevedo e Silva, professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj), durante o painel que discutiu o assunto na sede do instituto, em dezembro de 2017. “A partir de estudos epidemiológicos que avaliaram situações de saúde em momentos históricos de crise econômica, no Brasil e no mundo, a pesquisadora demonstrou a relação direta entre os reflexos da crise, como desemprego, falta de moradia e insegurança alimentar, com efeitos na vida das pessoas, como diminuição na expectativa de vida, aumento na incidência de doenças infecciosas, nos transtornos mentais e até nos casos de suicídio”. 

Segundo a Radis, as pessoas que já apresentam deficiências ou problemas na saúde delas, e aquelas que já vivem em condições precárias, seja de moradia inadequada e/ou de emprego precário (ou de desemprego), são as maiores vítimas, sinalizou Gulnar. Ela chamou atenção para a crescente preocupação com o aumento dos casos de suicídio na Europa e no Estados Unidos, após a crise econômica de 2007, fenômeno que foi classificado em alguns trabalhos acadêmicos como “suicídio econômico”. 

A matéria também traz a opinião do professor do Departamento de Epidemiologia do IMS, Antônio Ponce de Leon, que fez um apanhado de pesquisas sobre a relação entre austeridade econômica e saúde, e citou um estudo realizado no Reino Unido entre 2007 e 2013, cujos resultados indicaram que, para cada redução de um ponto percentual nos gastos com pensionistas de baixa renda, havia um aumento de 0,68% na mortalidade de idosos. “A partir das conclusões encontradas em outros artigos, o professor demonstrou ainda o aumento da insegurança econômica de trabalhadores, em diversos países da Europa; a relação entre cortes nos gastos de Saúde e aumentos de casos de HIV, na Grécia; e o aumento do número de pessoas que deixaram de procurar assistência à saúde, em Portugal, por conta da falta de recursos, do excesso de trabalho e do fim da gratuidade de serviços.” 

Para ler a íntegra da matéria da Radis nº 185 aqui resumida, e outras reportagens da edição de fevereiro de 2018, CLIQUE AQUI

*A partir de informações do ENSP/Fiocruz

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Relatório do VII Seminário da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde


O VII SEMINÁRIO DA FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE: SAÚDE EM TEMPOS DE RETROCESSO E RETIRADA DE DIREITOS foi realizado nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2017, na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O evento buscou discutir e avaliar os ataques feitos ao Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos tempos, principalmente com o atual governo e as medidas de contenção de gastos na saúde. 

Participantes da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde (FNCPS) e dos Fóruns Estaduais e Municipais reafirmam a importância de se resgatar o projeto original da Reforma Sanitária Brasileira e lutar por um SUS público, 100% estatal, universal e de qualidade. O Seminário buscou fortalecer os movimentos sociais e a luta pela saúde de maneira a construir uma frente de ação que não têm uma ilusão na via institucional e que lute contra os processos de privatização, além de defender melhorias das precárias condições salariais e de trabalho em que se encontram os diversos profissionais de saúde.

Clique no link abaixo para conferir o relatório final do evento em PDF:


Basta clicar e acessar. Abrindo o link, também está disponível para download no ícone da seta apontada para baixo, no canto superior direito da tela.





segunda-feira, 1 de maio de 2017

Confira uma excelente cartilha sobre a reforma previdenciária, trabalhista e da dívida pública


Conheça a Cartilha Popular “Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista e Dívida Pública",  criada pela Frente Estadual em Defesa da Previdência Social, dos Direitos Trabalhistas e Serviços Públicos do Espírito Santo e do Núcleo Capixaba da Auditoria Cidadã da Dívida Pública. 

É uma cartilha de linguagem acessível e de rápida leitura, bem ilustrada e com um excelente trabalho de diagramação. Realmente, acreditamos que esse material é um instrumento poderoso para a conscientização sobre o que as reformas têm de negativo para a população e a questão da Dívida Pública. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Nosso Plano é a Saúde pública, estatal e universal!


No Dia Mundial da Saúde, o Conselho Federal de Serviço Social - CFESS lançou um manifesto em defesa do SUS e alerta para os ataques do Governo Temer à política social

Arte: Rafael Werkema/CFESS
    
A data de 07 de Abril é marcada como o Dia Mundial da Saúde. Diante do cenário atual de mais um grave ataque à politica de Saúde brasileira, a realidade nos exige reflexão e adensamento das lutas em prol dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores.

Por isso, o CFESS lançou neste mês uma edição do CFESS Manifesta que alerta e denuncia sobre os ataques que o Governo Temer (PMDB) tem lançado sobre a Seguridade Social, em especial sobre a Saúde. O documento afirma que as propostas de planos populares de saúde reafirmam os valores neoliberais e não passam de uma forma de mercantilização dos direitos sociais.

Conforme diz um trecho do CFESS Manifesta, “Os planos ditos ‘populares’ ou ‘acessíveis’ representam a possibilidade de rentabilidade para o setor privado e um prejuízo incalculável no campo do direito à saúde. Os efeitos do avanço dessa proposta são nefastos para trabalhadores e trabalhadoras, que, na prática, irão pagar por planos reduzidos em valor e também em cobertura, criando um fundo justificado pela falácia de que ele só será utilizado caso a pessoa adoeça. Porém, o que não é nem mencionado é que existe a grande possibilidade de uma pessoa idosa adoecer e, neste caso, terá que pagar para ter acesso a determinados procedimentos ou simplesmente não terá acesso”. 

A publicação destaca ainda a importância da mobilização popular em defesa da Saúde pública, estatal e universal, ressaltando o mote “Nosso plano é o SUS!". 



*A partir de informações do CFESS

domingo, 9 de outubro de 2016

Conheça a nova edição do Cadernos de Saúde da DENEM


Chega ao público mais um ótimo material elaborado pelas e pelos integrantes da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina - DENEM. É a nova edição da série Cadernos de Saúde, com o tema: Crise Econômica e Saúde no Brasil: onde estamos e para onde vamos?

Confira o texto de apresentação da material:

A Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM) foi fundada em 1986, e constitui a entidade representativa máximo dos estudantes de medicina no Brasil. Historicamente, a DENEM teve um papel importante no processo de redemocratização do país e na defesa de um sistema de saúde 100% público, universal, gratuito e de qualidade. Nossa luta se dá no dia-a-dia dos Centros e Diretórios Acadêmicos, espalhados de norte a sul do país. Além disso, ao longo do ano temos diversos encontros regionais e nacionais, nos quais temos espaços de reflexão conjunta, organizamos atos, e todos os estudantes podem deliberar os posicionamentos da DENEM.

A Coordenação de Políticas de Saúde da DENEM (CPS) tem a função de aprofundar estudos sobre esse tema dentro da Executiva. Buscamos construir um Movimento Estudantil que se proponha não só a compreender a realidade, mas também que a transforme. Nesse sentido, de forma conjunta com as Coordenações Regionais e os Centros e Diretórios Acadêmicos, a CPS busca trazer algumas reflexões sobre o processo da organização da saúde no Brasil, culminando na leitura da nossa atual conjuntura. Para tanto, frequentemente nos valemos de análises comparadas com outros contextos e momentos históricos.

É nesse caldo que publicamos este caderno de textos, trazendo alguns debates sobre os efeitos da crise econômica na saúde. Vivemos uma conjuntura complicada no Brasil, que nos impõe muitos desafios. O debate que aqui trazemos é apoiado nas deliberações adotadas pelos estudantes no ECEM 2016 - Fortaleza, e é fruto de reflexões a partir de outras realidades na América Latina e no resto do mundo que sofreram com crises econômicas e políticas de austeridade ao longo dos últimos anos.

Precisamos avançar e nos unir em defesa dos direitos do povo brasileiro!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Confira a edição da Radis #161 - Fev. 2016


Radis amplia o foco do debate sobre o Aedes aegypti

A  edição n. 161 de fevereiro de 2016 da Revista Radis, disponível on-line (clique aqui para acessar), destaca a tríplice epidemia viral de dengue, chikungunya e zica, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. “A possibilidade de alguns casos de zika evoluírem para complicações neurológicas como a síndrome de Guillan-Barré, e, desde novembro passado, a constatação de que a infecção pelo vírus durante a gravidez tem relação direta com uma outra epidemia, a de casos de microcefalia, entre outros comprometimentos da zika congênita, tornou a atual crise sanitária uma prioridade para além do campo da Saúde, acordando as autoridades e preocupando toda a população”, alerta o editorial da publicação. 

A matéria de capa critica a ideia do mosquito como o “inimigo número um”, porque é mais eficaz modificar as condições que propiciam a proliferação do mosquito do que focar diretamente nele, afirmam pesquisadores e sanitaristas entrevistados. “O que permite a infestação dos mosquitos nas cidades brasileiras é a ausência de saneamento e de oferta contínua de água, acúmulo de lixo, falta de drenagem e de limpeza pública, falta de cuidados dentro e fora das casas para eliminar qualquer acúmulo de água parada.”

O editorial ainda acrescenta que o modelo “mata-mosquito”, utilizado com sucesso por Oswaldo Cruz no início do século 20, não dá conta da complexidade da realidade atual. É preciso deixar de usar veneno, fazer a limpeza e o saneamento ambiental de forma participativa, integrada e intersetorial, recomendam os especialistas.

Na matéria Aedes: ampliando o foco, Lia Giraldo, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Fiocruz Pernambuco,  disse que “enquanto o modelo de controle dessa doença complexa for centrada no vetor, como já é realizado há mais de 40 anos sem sucesso, não teremos possibilidade de solução”. Lia explica que, hoje, o Brasil é endêmico para dengue, com um vetor altamente competente para a transmissão nas áreas com alta densidade habitacional e baixas condições sanitárias, onde está o maior estresse hídrico e de pobreza.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em meados de janeiro, já eram 3.893 casos suspeitos da doença, notificados em 724 cidades de 21 unidades da federação. Para Rivaldo Venâncio, diretor da Fiocruz Mato Grosso do Sul, a epidemia de zika — cuja microcefalia é a consequência mais nefasta, mas não a única, tampouco a mais frequente — já pode ser considerada o mais grave problema de saúde coletiva, depois da violência, e a maior ameaça para as próximas décadas se não houver um aporte tecnológico de curto prazo.

Segundo a hipótese mais aceita, o Aedes aegypti chegou ao Brasil ainda no século 17, a bordo de navios que faziam o tráfico de escravos vindos da África. Os primeiros casos de febre amarela foram constatados nas cidades de Recife e Salvador, mas a primeira grande epidemia da doença só seria registrada dois séculos mais tarde, entre 1849 e 1850, atingindo quase todo o país. Naquela época, as teorias sequer associavam a febre amarela ao mosquito. Houve quem acreditasse que a culpa era do clima, do solo e do ar dos trópicos que favoreceriam o surgimento da doença.

Na opinião de Rivaldo, “nós perdemos essa luta de 7X1, como foi o jogo da seleção brasileira contra a Alemanha na Copa do Mundo do Brasil”. Ele acredita que o estilo usado para combater o Aedes é basicamente o mesmo que Oswaldo Cruz usou no início do século passado. “Isso foi bom naquele momento, mas hoje é insuficiente para o Brasil complexo que nós temos”. Rivaldo considera que estamos colhendo os frutos de um modelo de desenvolvimento excludente que vem sendo implantado no país há séculos. “Precisamos entender, de uma vez por todas, que, para combater o Aedes, é necessário repensar a forma como cuidamos do ambiente. Sem saneamento adequado, com o correto destino dos resíduos sólidos urbanos, sem abastecimento de água para consumo doméstico de forma regular e sem a redução da violência em muitas comunidades urbanas, não há como reduzir os índices de infestação desses mosquitos”, sugere. “Temos que refletir sobre a qualidade das cidades em que vivemos”, declarou à Radis.

Outra reportagem, Game Over para as doenças, trata dos jogos eletrônicos que podem auxiliar o processo de conscientização e prevenção na área da Saúde. Para a revista, aproximar as informações produzidas sobre prevenção e promoção da saúde do universo dos games pode estimular o debate público e a familiarização com temas relacionados à saúde, assim como auxiliar na conscientização de crianças, jovens e adultos para a adoção de hábitos mais saudáveis, assim como o enfrentamento de muitas doenças.

No Brasil, também há iniciativas interessantes, como o game Contra a Dengue: o jogo, criado pelo estudante de informática Renan Felipe Sousa, que busca conscientizar crianças sobre a formação dos focos da doença e orientar sobre o que fazer para impedir sua criação. Aluno do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), campus de Altamira, no Pará, Renan criou um avatar que carrega um pulverizador para acabar com os mosquitos e recolher as garrafas, pneus e vasos com água acumulada. Após cada fase concluída, uma mensagem sobre o que fazer com o material recolhido aparece na tela. O sucesso da iniciativa fez com que a Secretaria de Saúde de Altamira estudasse a possibilidade de usar o software nas escolas de Ensino Fundamental.

Leia a íntegra dessas e outras matérias CLICANDO AQUI.

*A partir de informações do ENSP

terça-feira, 21 de julho de 2015

Saiu mais uma publicação do Cadernos de Saúde da FAPERJ, confira!


Temos o imenso prazer em divulgar que saiu do forno mais uma publicação da série Cadernos de Saúde da FAPERJ. O lançamento ocorreu recentemente, em 06 de Julho de 2015, durante o Seminário “A Saúde no Rio de Janeiro: Resistências à Privatização”. 

A publicação, que tem o título A mercantilização da saúde em debate: as Organizações Sociais no Rio de Janeiro, é uma coletânea de artigos que divulga os resultados da pesquisa Novas articulações entre o público e o privado no sistema de saúde brasileiro: o caso do município do Rio de Janeiro. O projeto de pesquisa teve coordenação da Prof. Maria Inês Souza Bravo e foi financiado pela FAPERJ. A maioria das autoras e autores dos artigos da coletânea são integrantes da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde.

A quem interessar, informações mais detalhadas dos objetivos e histórico das atividades do projeto pode ser encontrado na Apresentação da publicação, além de, claro, no conteúdo dos artigos.

Para acessar a publicação, clique aqui! No mesmo link, o material também pode ser baixado (download).

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Confira a edição de abril da Radis


Ainda que alardeada e, em certo grau, até mesmo inventada pelos que tiram partido dela, a crise política se faz presente em diversos setores da vida pública e privada brasileira. É diante dela que revista Radis de abril de 2015, que já está disponível (clique aqui), cumpre um dos papeis mais nobres do jornalismo: medir o pulso da sociedade e enriquecer a reflexão sobre o que estamos vivendo. A reportagem de capa chama atenção para um dos temas mais caros aos que se interessam por transformações sociais efetivas: a Educação. 

Com o título Sem investimento não há educação, o texto fala sobre a aprovação, no ano passado, do Plano Nacional de Educação. Visto como uma vitória pelas organizações que atuam na área educacional do país, o desafio agora é colocá-lo em prática, cumprindo as vinte metas estabelecidas para os próximos dez anos. “Quem está realmente comprometido em tirar o Plano Nacional de Educação do papel?”, pergunta a Radis no editorial. Entre os problemas discutidos na reportagem, está a necessidade de se aumentar os recursos financeiros da Educação e também a importância de se articular as três instâncias - municipal, estadual e federal - para o cumprimento do que foi estabelecido no plano.

Na seção de entrevista, o antropólogo Richard Parker, diretor-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, condenou o viés sensacionalista adotado pela mídia tradicional nas reportagens, no início deste ano, sobre o chamado "Clube do Carimbo", grupo de pessoas que deliberadamente contaminam outras com o vírus HIV. Parker engrossa o coro das entidades que trabalham com a doença, que condenaram as reportagens, por acreditarem que elas aumentam o estigma que envolve a Aids.

O congresso brasileiro, que vive hoje uma onda de conservadorismo, aparece como personagem em três artigos da seção Súmula. Um deles fala do calote dos planos de saúde ao SUS e lembra que o atual presidente da câmara dos deputados é o centro do lobby do setor privatista da Saúde. Outro artigo problematiza o fato de que deputados ruralistas assumiram o controle da comissão que analisa uma emenda constitucional que altera as regras de demarcação de terras indígenas. Na implacável definição popular, é o famoso "colocar a raposa para cuidar do galinheiro". Para não dizer que não há alguma flor no horizonte, por fim, um terceiro texto fala de um projeto de lei que tramita no senado e que regulamenta a política sobre desertificação dos solos, contando com o apoio dos movimentos sociais.

*Retirado do ENSP

domingo, 14 de dezembro de 2014

Confira a publicação "A Saúde nos governos do Partido dos Trabalhadores e as lutas sociais contra a privatização"



Saiu faz pouco tempo mais uma publicação da série Cadernos de Saúde da FAPERJ, em conjunto dos projetos acadêmicos "Políticas Públicas de Saúde" e "Serviço Social, Movimentos Sociais e Conselhos". O título do volume é "A Saúde nos governos do Partido dos Trabalhadores e as lutas sociais contra a privatização".

A organização do volume ficou por conta de duas das integrantes da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, Maria Inês Souza Bravo e Juliana Souza Bravo de Menezes. As autoras e autores dos textos também fazem parte do nosso movimento.

Segundo o texto de apresentação da publicação, o objetivo principal do material é:
A presente coletânea pretende socializar as informações e fornecer fundamentos teórico-críticos que orientem os diversos sujeitos sociais e coletivos preocupados com a questão saúde, a democratização do Estado e os modelos de gestão ressaltando os dilemas e os desafios para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), da Reforma Sanitária e da Seguridade Social Pública. O objetivo é contribuir para esse debate público que foi alçado pela população para o centro da arena política durante as maiores mobilizações populares acontecidas no Brasil em junho de 2013. [...] A coletânea está estruturada em três partes: Políticas Sociais e Saúde; Relação Público-Privado na Saúde e As Lutas Sociais e a Saúde.
Para acessar a publicação, clique aqui! No mesmo link, o material também pode ser baixado (download).

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Saindo do forno a edição de Maio/2014 da revista Radis


A edição de maio/2014 da revista Radis está disponível online. Na reportagem de capa, a publicação discute os rumos para uma Educação Pública de qualidade no Brasil. 

Ainda sob o impacto do adiamento da 2ª Conferência Nacional de Educação, que ocorreria em fevereiro, entidades educacionais, gestores e parlamentares buscam fazer valer o Plano Nacional de Educação (PNE), projeto de lei que vai determinar as metas, as prioridades e o planejamento da Educação para os próximos dez anos.

Outro destaque deste número está no debate de se desenvolvemos, no país, uma Saúde Pública ou Coletiva. O tema foi abordado por Jairnilson Paim durante a abertura do ano letivo da ENSP em 2014, ao analisar os valores e projetos envolvidos em cada um dos termos.

Outro tema é o da "Ciência salame". Você sabe o que é? A Radis trata do impacto da avaliação quantitativa na rotina de cientistas. A pressão por publicar mais partilha conteúdos, acelera processos e compromete a qualidade da produção científica.

Acesse a íntegra da edição 140 da Radis clicando aqui.

*Retirado do ENSP

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Confira a nova edição da revista Radis - Abril de 2014

Publicada em 02/04/2014

Radis alerta para a Política Nacional de Resíduos Sólidos

A reportagem de capa da Radis de abril (número 139) debate a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ao questionar "para onde vai o nosso lixo?" após o 'fechamento' dos vazadouros a céu aberto, a matéria revela que apenas metade das prefeituras elaborou um plano alternativo para os resíduos, e chama atenção para a necessidade de a população mudar seus hábitos. "A questão dos resíduos sólidos, no entanto, vai muito além da adoção de aterros sanitários, implicando em mudanças culturais na sociedade e no Estado. A responsabilidade da indústria e do comércio, que geram consumo e resíduo sem arcar com a logística reversa, é enorme", alerta o editorial. Acesse a revista clicando aqui.

De acordo com a reportagem, o fechamento dos lixões é a mais urgente das medidas determinadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (que tramitou por quase 20 anos no Congresso antes de ser sancionada), que abrange, ainda, ações como realização de coleta seletiva, responsabilização compartilhada de empresas, poder público e consumidores sobre o lixo produzido. A equipe da Radis também esteve na 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente e ouviu a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “Não é possível que se levem outros 20 anos para resolver o problema do lixo”, afirmou na abertura do evento.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Confira o material "CFESS Manifesta contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares"

Sexta, 10/01/2014



Você certamente já ouviu falar da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa estatal criada pelo governo federal para assumir a gestão dos Hospitais Universitários brasileiros. Mas muita gente ainda não sabe que tal entidade representa um ataque ao maior complexo hospitalar público do Brasil, consolidando o projeto privatista na área da Saúde e da Educação no país.


Leia o novo CFESS Manifesta clicando no link abaixo:



CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL
Janeiro de 2014

domingo, 12 de janeiro de 2014

Primeira Radis de 2014 aborda trabalho infantil

Publicada em 06/01/2014

Já está disponível online a primeira edição da revista Radis em 2014. 

A publicação traz, em destaque, um importante debate sobre a exploração de crianças e adolescentes como força de trabalho, a partir de dados apresentados na 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, realizada em outubro de 2013, em Brasília. O encontro reuniu 1,3 mil participantes de 152 países, entre eles 37 ministros de Estado, que discutiram formas de erradicação para este problema. A edição de número 136 também aborda o trabalho doméstico e alerta para a exploração desta força de trabalho no meio rural. 

Além disso, a publicação apresenta uma entrevista com Arlindo Fábio Gómez de Souza sobre os 60 anos de história da Escola Nacional de Saúde Pública, e fala sobre o 6º Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária (Simbravisa), entre outras reportagens.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, 168 milhões de crianças e adolescentes estão envolvidos em trabalho infantil. Embora estes índices tenham diminuído em 32%, quando comparados ao ano 2000, ainda há muito o que ser feito neste sentido. Programas de emprego, fiscalização, transferência de renda, mitigação da pobreza extrema e mobilização social foram algumas ações sugeridas contra a entrada de crianças e adolescentes no mercado de trabalho. A reportagem aponta que, no contexto global, o Brasil está em posição favorável devido as políticas de enfrentamento ao trabalho infantil que reduziram a atividade em 57% de 1992 a 2011. Por conta desses resultados, o país foi escolhido para sediar a conferência, que pela primeira vez ocorreu fora do continente europeu.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Confira a 1ª edição do Jornal do Fórum Popular de Saúde de Londrina e Região


É com muito orgulho que divulgamos a 1ª edição do Jornal do Fórum Popular de Saúde de Londrina e Região. 

Para concretizar a 1ª edição, contamos com o apoio do Sindprevs-PR.

Para acessar o jornal, clique aqui.

AbraSUS e boa leitura!


FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DE LONDRINA E REGIÃO


domingo, 17 de novembro de 2013

Não perca a e edição de Novembro de 2013 da revista Radis

06/11/2013

Mais Médicos é destaque da 'Radis' de novembro

A edição de novembro da Revista Radis (nº 134) já está disponível on-line com uma reflexão acerca das condições de saúde, trabalho e vida nas pequenas cidades e interiores. A capa traz à tona o tema do Programa Mais Médicos e o início do trabalho dos integrantes enviados às periferias, com depoimentos dos profissionais envolvidos e dispostos a se dedicar às populações de cidades onde há carência de contribuição nas equipes de saúde. A edição destaca ainda a opinião da pesquisadora da ENSP Maria Helena Machado sobre a formação não somente profissional, mas também política dos futuros médicos.

“O SUS é o celeiro para a formação, para a práxis e o mercado de trabalho”, observa a pesquisadora da ENSP, Maria Helena Machado, na matéria "A complexa formação do futuro doutor", ressaltando que o sistema de saúde brasileiro é o principal empregador dos médicos e profissionais de Saúde. Ela defende que o currículo de todas as profissões de Saúde tenha abordagem política e a formação se dê com maior diálogo entre serviço e academia. “O médico é um ser político. O SUS tem de interferir na formação”, afirma. Segundo Maria Helena, o número de vagas ofertadas nas graduações e especializações deveria se adequar à necessidade do SUS em determinadas localidades.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Não perca a nova edição do Jornal da AdUFRJ, recheada de matérias sobre a luta contra a EBSERH


Vimos ajudar na divulgação da mais nova edição do Jornal da AdUFRJ, de número 816, que acaba de sair do forno.

Entre outras bacanas e importantes matérias, há uma abordagem completa dos últimos acontecimentos na questão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o reitor querendo aprová-la "custe o que custar" (veja também um vídeo sobre isso logo abaixo). E a luta contrária a isso se demonstrando cada vez mais forte!

A quem quiser ficar por dentro, não perca!

Basta clicar no link:

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Alegria, alegria, a revista Radis de agosto de 2013 saindo do forno!

Publicada em 05/08/2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 05/08/2013

Edição de agosto de 2013 da revista Radis está no ar

Já está disponível a versão on-line da revista Radis, edição n° 131, de agosto de 2013. A reportagem de capa, intitulada "Por que regulação não é censura?", traz a opinião de representantes de várias entidades sobre a regulação da comunicação. Entre os entrevistados está Rosane Bertotti, cientista social, secretária nacional de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Para ela, a Constituição assegura que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, como um direito de todas e todos, e não somente de alguns. “No entanto, o que vemos no Brasil é um eterno silenciar dos vários segmentos da sociedade: mulheres, negros, homossexuais, povos indígenas, crianças, trabalhadores rurais e urbanos e outros grupos historicamente oprimidos. Essa censura é exercida pela mídia de forma velada”, disse.

"Um marco para a pluralidade" é o título de outra matéria, na qual ativistas, políticos e profissionais da área afirmam que a democratização da comunicação é uma das importantes reivindicações levadas às ruas durante os protestos realizados em junho e julho no país, que repercute diretamente nas questões de saúde. A reportagem debate a necessidade de uma nova lei geral das comunicações, que regule democraticamente os meios. “Um projeto desse porte, quando colocado em prática, garante pluralidade e diversidade do número de vozes no debate público”, atesta, na revista, o jornalista Rodrigo Murtinho, vice-diretor de Comunicação e Informação do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), que também é o nome em foco na entrevista principal da publicação.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Viva! Saiu a revista Radis de Julho/2013

Publicada em 01/07/2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 02/07/2013

Revista 'Radis' do mês de julho já está disponível on-line

Acessibilidade é o tema da reportagem de capa da revista Radis do mês de julho, nº 130. O editorial da publicação, disponível on-line, ressalta que todo o mundo é diferente e pode apresentar deficiências em algum momento. A reportagem constata, segundo o IBGE, a existência no Brasil de 45 milhões de pessoas que declaram ter alguma deficiência. Essa edição traz ainda a reportagem sobre a medicina integrativa do SUS e suas práticas complementares e uma entrevista com o professor emérito da Fiocruz, ex-diretor da ENSP e atual pesquisador do Departamento de Endemias Samuel Pessoa, Luiz Fernando Ferreira.

Todos devem caber na sociedade inclusiva é o título da reportagem que questiona quem cabe no ‘todos’ do SUS. A matéria aborda questões sobre Atendimento integral, igualdade da assistência à Saúde, o Programa Viver sem Limite, formulado pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu marco civilizatório, entre muitas outras visões e perspectivas do tema. O texto conta com a colaboração de diversos pesquisadores e especialistas da área. Por exemplo, a jornalista Claudia Werneck aponta que a acessibilidade não beneficia apenas as pessoas com deficiência: segundo ela, “Ainda é tratada equivocadamente como tema de interesse de grupos vulneráveis, sem que se perceba que nós somos resultado de um sistema e tamanha desigualdade e discriminação destrói o bem-estar desse sistema”.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Importantíssimo lançamento de Mário Scheffer sobre a assistência farmacêutica em AIDS no Brasil traz abordagem inovadora sobre a questão farmacêutica

Da edição da Radis de abril de 2013
Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 05/06/2013

Três décadas de antirretroviral

Livro analisa a história do tratamento da aids
Por Bruno Dominguez , jornalista

Desde o aparecimento da aids, o mundo assiste ao desenvolvimento de drogas para tratar a doença numa velocidade nunca vista na história da indústria farmacêutica. Dos primeiros casos à chegada ao mercado do primeiro antirretroviral, o AZT (zidovudina), passaram-se seis anos. E a tecnologia segue evoluindo. Essa saga é analisada no livro Coquetel – "A incrível história dos antirretrovirais e do tratamento da aids no Brasil" (Editora Hucitec, 2012), do presidente do Grupo Pela Vidda (Pela Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids), em São Paulo, e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Mário Scheffer.

“Das primeiras notificações, em 1981, de casos de uma enfermidade rara, que atingia homossexuais, a um dos mais graves e complexos problemas de saúde pública da atualidade, registram-se avanços significativos, revelando o desenvolvimento acelerado de recursos tecnológicos guiados pela demanda crescente de novos pacientes, pela necessidade contínua de inovações e pela competição entre empresas farmacêuticas multinacionais”, resume o autor. A falta de opções de tratamento, a gravidade e a elevada letalidade da doença, que atinge também os países ricos, impulsionaram as pesquisas à época. Mas o livro não somente relata essa trajetória: expõe as tensões entre o valor mercadológico, valor clínico e valor social das inovações em Saúde, em capítulos que detalham pesquisas clínicas, consenso terapêutico, registro, judicialização, prescrição, propaganda farmacêutica, preço e produção. No prefácio, o professor da Faculdade de Medicina da USP Euclides Ayes de Castilho opina que Scheffer traz “abordagens inéditas”, como do que há por trás da demora e da urgência na aprovação de antirretrovirais, o perfil do médico prescritor, o comportamento das empresas farmacêuticas, os motivos das ações judiciais por novos medicamentos e a capacidade nacional de produção de medicamentos genéricos.

Não perca a revista Radis deste mês!

Publicada em 04/06/2013

Edição de junho da revista 'Radis' está no ar

A revista Radis do mês de junho, número 129, já está disponível on-line. 


Em sua matéria de capa, a Radis traz um debate sobre os espaços urbanos e as consequências do atual modelo de desenvolvimento do país. A reportagem, que teve a participação dos pesquisadores da ENSP Paulo Sabroza e Marcelo Firpo, aponta que o desenvolvimento pode ser um processo integrador quando as populações são incorporadas nos projetos. Porém, aponta a matéria, pode não ser isso o que ocorre. O texto aponta que a maior parte dos projetos imobiliários, industriais e viários nas cidades brasileiras tem foco em interesses externos às comunidades: eles alteram o processo de ocupação e uso do solo expulsando as populações mais vulneráveis. A publicação apresenta ainda uma matéria sobre o movimento contra o projeto Novo Recife, que prevê a construção de um complexo habitacional, empresarial e hoteleiro. Esse movimento usa a Internet como meio de mobilização social para promover o diálogo na busca de soluções.

A reportagem A população em segundo plano fala sobre casos emblemáticos em Recife, Salvador e Rio de Janeiro, problematizando as consequências do atual modelo de desenvolvimento no espaço urbano. Nesses locais, foram encontrados pessoas e comunidades impactadas pela especulação imobiliária, a industrialização desordenada e a realização de grandes eventos, entre outras iniciativas levadas à frente à custa da saúde e, muitas vezes, da vida de quem estiver no caminho. Segundo Marcelo Firpo, problemas ambientais são maiores em regiões com maior desigualdade social. Além disso, “eles se expressam de forma mais aguda quando há défice de democracia dessa sociedade e do nível de organização das populações mais vulneráveis. As vozes dessas populações são tidas como de pouco conhecimento técnico para dizer que os problemas ambientais ou de saúde são relevantes”.